terça-feira, 20 de setembro de 2011

LINHAS QUE SALVAM-VIDAS parte No. 3)


Igreja Nova Vida em Comunidade

GANHANDO PERSPECTIVA

(Série de Ensinamento no Livro Eclesiastes, parte No. 3)

GANHANDO PERSPECTIVA SOBRE NOSSOS TEMPOS
Hoje olharemos uma passagem familiar e muitas vezes citada
Já a ouvimos citada na canção popular "Turn Turn Turn," “Gira Gira Gira.”


E as estações giram, giram
E os pôneis pintados se inclinam e se elevam Enquanto estamos na senzala do carrossel do tempo Só podemos olhar pra trás,

pois voltar d’onde viemos não podemos
E assim giramos, giramos nesta intriga circular do tempo.”


Na semana passada, em Nova York, na cerimônia do Ground Zero, lembrando o aniversário dos ataques de Setembro 11, Rudolph Giulinani, leu do nosso texto.

Ele disse: "A perspectiva que precisamos, a qual estavamos precisando ter durante os últimos 10 anos e para os anos que hão de vir, é melhor expressada nas palavras de Deus, escritas no Livro Eclesiastes."

O que Qoheleth (o Professor, o Filósofo, O Argumentador, o Repórter), que está se dirigindo a assembléia, quis dizer com isso?


Ele é um homem que está pensando muito profundamente sobre o significado da vida. Agora ele está pensando sobre o tempo em particular de nossas vidas.



O tempo é curto.
Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.

(Tiago 4:14)

I. Pensando Sobre os Nossos Tempos


Vários significados


Os 'tempos' em que vivemos

• A história contemporânea e a cultura
• O papel que devemos desempenhar na história Nossos 'tempos,' medido pelo nosso tempo de vida

• 'Chronos' tempo- anos, meses, minutos, etc

• O nosso gerenciamento da vida

• 'Kairos'- eventos ocorridos num espaço de tempo

Nossos 'tempos’ em termos de eventos de vida, estações e capítulos


• O tempo pode ser dividido em estações, não apenas as quatro estações do ano, mas nas épocas diferentes de sua vida
• Seu tempo no time de futebol
• Seu tempo como estudante
• Seu tempo como editor,

representante de vendas, ou pesquisador


• Seu tempo (isto é, sua vida terrena) pode ser dividida em períodos diferentes. Sua autobiografia em capítulos.


• Evento crucial que, ao longo, conduz a trama
• Pode ser no início de um novo ano lectivo, um novo emprego, ou um desafio novo em sua vida;
Bons tempos - o melhor tempo de minha vida
• Tempos difíceis - o pior momento


• Pode ser quando você faz uma nova descoberta, ou se muda para um lugar novo


Nos Tempos enquanto Aqui / Nos tempos enquanto lá
• Alemanha, D. C. Washington, Nova York, Londres, Concord


II. O Padrão de Nossos Tempos (De muitas formas “nossos tempos” são um dom)

Eclesiastes 3:1 Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:

Deus é o arquiteto das eras.


Contrastes e Continuidades de Eventos da Vida

1. Nossa posição em um mundo decaído de deterioração

ROMANOS 8:18-23- Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.

E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.


Nossas Entradas e Saídas


2 Tempo de nascer e tempo de morrer

Steve Jobs, em seu discurso em Stanford, 2005,
diz aos formandos da faculdade, "Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que dizia mais ou menos assim "Se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia você, certamente, estará certo.”

Essa frase me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, tenho olhado no espelho todas as manhãs e me perguntado: "Se hoje fosse o último dia de minha vida, será que gostaria de fazer o que eu estou prestes a fazer hoje?"

E quando a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrando que em breve morrerei, é ​​a coisa mais importante que já encontrei para me ajudar a fazer as grandes decisões da vida, porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo orgulho, todo medo de passar vergonha ou de falhar - essas coisas simplesmente somem quando face-a-face com a morte, apenas deixando o que é verdadeiramente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira, que eu conheço, para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. "

Nosso começo e o nosso final

tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,


2. Nossa posição em um mundo decaído de fraturas

Nossas feridas e curas

3 tempo de matar e tempo de curar

3. Nossa posição num mundo decaído de destruição

tempo de derrubar e tempo de construir


4. Nossa posição em um mundo de tristezas e alegria

4 tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,



5. Nossa posição em um mundo decaído de sabotagem

Nossa experiência de ruína e reparos

5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las

2 Reis 3:19 (NVI) Vocês destruirão todas as suas cidades fortificadas e todas as suas cidades importantes. Derrubarão toda árvore frutífera, taparão todas as fontes e encherão de pedras todas as terras de cultivo".

2 Reis 3:25 (NVI) Destruíram as cidades e, quando passavam por um campo cultivável, cada homem atirava uma pedra até que ficasse coberto. Taparam todas as fontes e derrubaram toda árvore frutífera. Só Quir-Haresete ficou com as pedras no lugar, mas homens armados de atiradeiras a cercaram e também a atacaram.


Nossa experiência de comunidade e de isolamento

tempo de abraçar e tempo de se conter,



Tempo de abraçar - casamento; Tempo de de conter - lepra ou doença contagiosa


6. Nossa posição num mundo decaído de perdas

Nossas buscas bem e mal sucedidas

6 Tempo de procurar e tempo de desistir

7. Nossa posição num mundo decaído de obsolescência

Nossos bens necessários e desnecessários


tempo de guardar e tempo de jogar fora,


Há um tempo de reduzir.
Lançando do barco posses numa tempestade Doar o que, a nós, não seja necessário.

8. Nossa posição num mundo decaído de reação

7 tempo de rasgar e tempo de costurar,

tempo de calar e tempo de falar,

Nas culturas antigas, as pessoas rasgavam suas roupas quando de luto, ou expressando dor e tristeza
Quando Reuben pensou que seu irmão mais novo tinha sido morto, rasgou as suas vestes


Gênesis 37:29 (NVI)
29 Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes

JACOB lamentou JOSÉ
Gênesis 37:34 (NVI)
34 Então Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou muitos dias por seu filho.

Quando o tempo de luto havia passado, eles costuravam suas roupas novamente..


9. Nossa posição em um mundo decaído de conflito


8 tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.

II. As observações do Qoheleth:


Debaixo do sol -- todo ganho é cancelado
Eclesiastes 3:9 O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?

O que dura?


Dois equívocos comuns sobre o poema (versículos 2-8)

Posições


1. Pensar que está dentro da nossa capacidade determinar a ação apropriada quanto aos tempos – humanismo


2. Pensar que não há nada que possamos fazer sobre esses tempos - o estoicismo; fatalismo


Temos de ir além da filosofia natural • Precisamos entender o que a vida é, verdadeiramente, pois assim não a desperdiçaremos

• Precisamos entender o propósito eterno de Deus

O significado não pode ser encontrado simplesmente nos propósitos práticos "debaixo do céu"
Eclesiastes 3:10 Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens, com o qual eles se ocupam.


Há uma tarefa e propósito maior a ser descoberto

Eclesiastes 3:11 (NVI) Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.


II. O Poder dos Nossos Tempos

Quem determina os tempos?
Será que os tempos são determinados pelo acaso ou escolha? O que fazemos com a maré do nosso tempo? Como respondemos `as estações? O Qoheleth sabe que Deus está lá. O Tecelão na noite.

Eclesiastes 3:11-12 (NVI) 11 Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez. 12 Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.

III. O propósito dos nossos tempos

Aquele que crê deve discernir o propósito eterno de Deus, que está além do temporal


Eclesiastes 3:11-12 (NVI) 11 Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez. 12 Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.

O Novo Testamento nos dá uma imagem do outro lado da tapeçaria do Tecelão.

(Efésios 1:9-10; Jesus é a moldura e o tema da tapeçaria)

Efésios 1:9-10 (NVI) 9 E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, 10 isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.


Ele é bom e Sua obra é boa
Tão-somente Ele satisfará

Ele veio no tempo perfeito

Gálatas 4:4-5 (NVI) 4 Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, 5 a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.

Salmo 31:15 (NVI) O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem.

Salmo 31:5 (NVI) Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade.

O tempo de vida de Jesus em Seu corpo físico terrestre, foi de apenas 33 anos, e mesmo assim Ele realizou o propósito de Deus.

Sem desperdício. Sem vaidade. Sem contra-senso.
Jesus sempre soube o momento (embora Ele não tivesse um relógio)
Ele ministrou no momento perfeito

Marcos 1:15 (NVI) e dizendo: " "O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!"

Quando Jesus estava prestes a ser preso

João 7:30 (NVI) Então tentaram prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque a Sua hora ainda não havia chegado.

Em seguida, Sua hora propositada havia chegado

João 13:1 (NVI) Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.

Mateus 26:18 (NVI) Ele respondeu dizendo que entrassem na cidade, procurassem um certo homem e lhe dissessem: "O Mestre diz: O meu tempo está próximo. Vou celebrar a Páscoa com meus discípulos em sua casa".

Ele morreu na hora marcada

Romanos 5:6 (NVI)
6 De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios.

Jesus ressuscitou dos mortos no momento certo

Marcos 8:31 (NVI) Então Ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.

Ele foi elevado na hora marcada

Atos 1:6-7 (NVI)
6 Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?" 7 Ele lhes respondeu: "Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade.

Então, quando eles vieram juntos, eles estavam pedindo a Ele, dizendo: "Senhor, é neste momento Você está restaurando o reino a Israel?"
7 Ele disse-lhes: "Não é para você saber os tempos ou épocas que o Pai fixou com a sua própria autoridade.

Atos 1:11 (NVI) Eles também disseram: "Homens da Galileia, porque estais olhando para o céu? Esse Jesus, que foi levado de vocês para o céu, virá do mesmo modo como você assistiu-O ir para o céu."

Jesus está voltando, segundo o tempo de Deus, para estabelecer o reino de Deus na terra em perfeição. Assim como Jesus disse que não é para você saber os tempos ou épocas.

Eclesiastes 3:11 mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.

Mateus 26:27-29 (NVI) 27 Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: "Bebam dele todos vocês. 28 Isto é o meu sangue da aliança que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. 29 Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai".

Vivemos em um entre-tempos, mas não devemos ser ignorantes dos sinais dos tempos

1 Timóteo 6:13-15 (NVI)
13 Diante de Deus, que a tudo dá vida, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos fez a boa confissão, eu lhe recomendo: 14 Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, 15 a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,

Mateus 16:1-3 (NVI)

1 Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu. 2 Ele respondeu: "Quando a tarde vem, vocês dizem: 'Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho', 3 e de manhã: 'Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado'. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!

Mateus 16:4 (NVI)

4 "Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". Então Jesus os deixou e retirou-se.

Salmo 31:15 (NVI) O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem.(veja o versículo 5)

Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade.

II. O Propósito dos Nossos Tempos
O que devemos fazer com o nosso tempo?

Efésios 5:15-19 (NVI) 15 Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, 16 aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. 17 Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. 18 Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, 19 falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor,


Será que sabemos que horas são?
Será que é hora de começar a levar a sério o fazer discípulos? Servir os propósitos de Deus em nossa geração?

Pastor David

New Life Community Church, Concord, MA 10742

www.newlife.org

Meeting Sundays at 10:30 AM at the Emerson Umbrella for the Arts, 40 Stow Street, Concord MA

Mailing Address: Post Office Box Five, Concord, MA 01742

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"Theater you can believe in."

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Teologia para tentar entender o que fizemos com Deus


por Gedeon Lidório

O que fizemos com Deus?

Esta pergunta tem ecoado em minha mente constantemente e pode parecer estranha para você que lê agora este artigo, mas acompanhe meu pensamento e veja se há algum sentido nela.

Por mais que nos esforcemos e tentemos atingir um nível de intimidade com Deus através de louvor, adoração, oração e tempos de meditação e jejuns sempre paira a dúvida se fizemos tudo o que devia ser feito, se seguimos a risca as instruções daqueles que nos orientaram de como falar com Deus, como entrar em contato com seu poder, como obter através de tantos meios e modos o que desejamos – santificação, perdão, um bem, uma graça... alguma coisa.

Deus tem sido constantemente trocado por um ser que nos é útil, útil até mesmo para fazer a vontade dele pra nós.

O simples prazer de sua companhia e o desfrutar de sua convivência passa não fazer mais sentido em nossa sociedade tão fixada em TER.

Pode em primeiro momento parecer que estou combatendo aqueles que gostam da teologia da prosperidade e ficando do lado de fundamentalistas que pregam uma vida e uma regra de vida impossível de ser atingida, pois coloca Deus tão longe de nós que se torna inacessível – Deus pode até ser esse, inacessível, mas ele resolveu trazer para nós a acessibilidade, nos trouxe Cristo através do qual temos acesso a ele em sua inteireza.

Deus não está acima de nós ou mesmo a nossos pés, mas está conosco – ele é Emanuel. Encarnado, sofrido, vivido, tentado, desprezado, despido, vaiado, duvidado, morto, sepultado, mas além de tudo um Deus que ressuscitou e está vivo.

O fato de Cristo estar vivo e ter encarnado, para mim mostra muito mais que a questão teológica da salvação, mas adentra ao desejo dele mesmo em relacionar-se com o ser humano de forma direta e corpórea.

Tenho formação cristã e teológica baseada no que comumente chamamos de Calvinismo e acabo enxergando muito da vida e da teologia por este viés formativo, mas sei que o Calvinismo não explica a totalidade de Deus e nem mesmo pretende ser um movimento fechado em torno do Ser e da Pessoa de Deus.

Tenho pensado muito na questão de Deus e como nós, seres humanos, principalmente aqueles que pertencem a Igreja, corpo de Cristo, o vê e entendo que nossa mente está sempre atolada de termos teológicos como soberania, salvação, livre arbítrio, presciência etc e isso, a meu ver, muito tem nos atrapalhado de termos uma visão mais equilibrada da construção daquilo que Deus realmente quer ser e manifestar em nosso meio.

Quando olhamos, por exemplo, para o Éden, enxergamos um Deus tão inacessível, um Deus tão poderoso que destacamos seus grandes atos criativos – “faça-se... e assim se fez” e assim por diante. Parece que simplesmente nos esquecemos do objetivo de toda manifestação divina para nós e deixamos de lado a valorização da sua revelação – não apenas da Palavra de Deus revelada, mas a revelação da própria pessoa dele.

Lendo o texto e olhando de um prisma mais abrangente vemos Deus “vindo de tarde” para relacionar-se com Adão e Eva. Parece algo costumeiro, prazeroso, vir para conversar, ensinar, compartilhar, se revelar.

Talvez aqui a coisa mais importante nem seja o relato da Criação em si, nem mesmo da Queda humana em pecado, mas o fato de que Deus resolveu dar-se a conhecer e por isso se torna “nosso” Deus – não alguém longe, distante, poderoso, mas um Ser que resolve passear no jardim para desenvolver um relacionamento de amor, amigável, prazeroso, de cuidado com o ser humano que ele mesmo criara.

No encontro pós-queda tendemos ver um Deus irado com o pecado (como um professor meu de seminário sempre falava: coisa típica de presbiteriano) e por isso me parece que perdemos a noção exata de que Deus não está emitindo a priori condenações ou ditando maldições para que sejam executadas, mas compartilhando da dor que sente com a queda da raça humana e dizendo-lhes em palavras inteligíveis aquilo que acarretaria a sua queda, ou seja, todos os desdobramentos dos seus atos, de suas escolhas.

A própria expulsão do ser humano do jardim entendemos como sendo a manifestação de um Deus acima de tudo castigador, mas nos esquecemos de que o sair do jardim tem um propósito de proteção, pois a árvore da vida ainda continua lá e na narrativa entendemos que essa árvore daria para o ser humano a possibilidade de não morrer ante o pecado, ou seja, Deus, em sua sabedoria, desejando que a criação fosse resgatada do poder que agora a sucumbira preserva a possibilidade de um dia haver redenção – coisa que seria de todo inútil com a tomada da árvore da vida de assalto por aqueles seres já contaminados – a cena que me propõe esta visão é de uma raça humana, pecadora e caída, vivendo para sempre no meio da desgraça sem a possibilidade de redenção. Deus tem os seus planos e por isso isola a possibilidade do fruto da árvore da vida ser comido enquanto esse ser humano não estivesse pronto, através do sangue de Cristo, de ter nova vida, uma nova humanidade, surgida a partir do sacrifício dele mesmo na cruz.

Tudo isso, olhado deste prisma, me mostra que Deus sempre desejou repartir o que ele tinha com seu Filho e com o seu Espírito – relacionar-se para compartilhar da vida e não da morte.

Deus não deseja a condenação daqueles que pecaram no Éden, antes os protege para que a redenção por ele preparada desde antes da fundação do mundo possa ser real e não um ato utópico – Deus amou, por isso protege-nos de nós mesmos!

Esse é um Deus desejoso de relacionar-se conosco que durante todo o tempo da manifestação sua mesma, através de seus anjos, enviados, profetas e servos, ao longo do Antigo Testamento tem demonstrado claramente que não fica satisfeito em condenar, antes está sempre pronto para abençoar, para compartilhar daquilo que ele mesmo é conosco.

O tempo passa, desde o Éden e o ser humano continua procurando pessoal, teológica e religiosamente colocar Deus numa posição que ele nunca assumiu: de um tirano que controla a vida, que distorce os fatos, que não se importa com as pessoas, apenas com o ganho, com o resultado – Deus é transformado segundo nossa imagem.

Eventos marcantes vão acontecendo e nós, ao longo da vida, vamos entendendo Deus de acordo com nossos pressupostos e o Antigo Testamento passa e chegamos por exemplo a Jonas. Em Jonas vem mais claramente ainda esse Deus que, como disse Tiago séculos mais tarde, tem a misericórdia como sendo superior ao juízo.

Deus envia Jonas para uma cidade idólatra, sanguinária, pecadora, desgraçadamente longe dele porque está preocupado com as pessoas que estão lá e não sabem discernir a mão esquerda da direita. Jonas se recusa a ir porque quer a destruição dos seus inimigos. Deus está enviando o que ele tem de melhor para salvar a cidade – Deus sempre vai ao encontro das pessoas para salvá-las. Como no Éden, Deus sai do “seu lugar” e vai a procura do ser humano, no caso aqui os ninivitas, em busca de salvação de relacionamento: eles devem escutar o que Jonas diz e então Deus os salvaria da desgraça. Quando Jonas vê o que iria acontecer com Nínive, ou seja, Deus salvando o povo, poupando os miseráveis, os pecadores, os inimigos, os sanguinários, os duvidosos ficou extremamente revoltado com Deus porque ele resolveu ser ele – misericordioso e tardio em irar-se, se revolta com a vida, pede a morte e não entende.

Ele é uma imagem bastante parecida com a que temos hoje de nós: ouvimos Deus falar em amor, em misericórdia, em compaixão, em buscar o perdido, em amar o inimigo, mas tudo o que queremos é que Deus coloque debaixo dos seus pés todos aqueles que não fazem a vontade dele – vontade dele que passa necessariamente por nosso viés – na verdade, é que não fazem a nossa forma de fazer a vontade de Deus. O diferente, o necessitado de graça, o que peca, o que não consegue mudar sua condição de ser diferente... todos estes e mais alguns são alvo de nossa ação como Jonas. Podemos até falar do evangelho para eles, mas torcemos para que não aceitem e queimem no inferno.

Creio que Deus olhando para toda a situação do gênero humano e entendendo como somos planejou algo melhor pra nós – pensando em como teríamos dificuldade em aceitar ouvir de outro.

Não entendemos de graça, apenas falamos dela. Não conhecemos verdadeiramente o perdão, apenas dizemos as palavras. Não conhecemos a misericórdia apenas executamos juízo.

Transformamos Deus em um ser que se amolda ao nosso caráter ou aos nossos desejos. Deus é útil. Útil para aplicar sobre nós a sua vontade, desde que essa vontade satisfaça aos desejos do meu coração.

Creio que há muito que podemos fazer para mudar isso, mas tudo sempre passará por reconhecer que Deus é Deus e que somos apenas seus filhos, suas criaturas, seres humanos necessitados mais da Graça do que de qualquer outra coisa na vida.

C. S. Lewis resume bem tudo isso dizendo:

“Tudo que não é eterno é eternamente inútil”.

Olhar pra Deus e querer viver nossa vida necessariamente tem que passar pelos valores de Deus. Nossos valores são transitórios, nos preocupamos com as coisas, somos pobres, porque a única coisa que temos geralmente é apego aos bens, ao que construímos nossos “castelos de areia”.

Os valores de Deus são eternos, como ele mesmo é. O dia em que aprendermos a viver a ética do Reino, os valores do Reino, a enxergar como Deus enxerga, a viver como Deus vive, a amar como Deus ama, a desejar o que ele deseja... bem acho que neste dia iremos morrer e estaremos com Deus.

Que Deus nos ajude a pensar com a visão que ele mesmo coloca em nós através do seu Espírito.


Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?coluna=teologia

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

26 LANÇANDO FORA O MEDO




LINHAS QUE SALVAM-VIDAS

IGREJA VIDA NOVA EM COMUNIDADE
O QUE É REAL

(Uma série de ensinamentos na Primeira Epístola de João)

# 26 LANÇANDO FORA O MEDO

Lançando fora o medo
Leitura Bíblica: 1 João 4:15-18

[15] Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. 16 Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. 17Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como Ele. 18No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.


A grande idéia:
O conhecimento preciso, acertado, tanto traz o medo saudável como tamb
ém lança fora medos doentios

O Amor aperfei
çoado lança fora o medo

John Newton escreveu estas palavras em seu hino, TREMENDA GRAÇA:
Foi graça que ensinou meu coração a temer
E a graça meus medos aliviou
John Newton, O Hino, A Graça Tremenda,

O Perigo da ignorância espiritual
1. Ignorância dos problemas fundamentais
Temos medo quando nos falta o conhecimento espiritual
João 16:8-11 " Quando ele vier (o Espírito Santo), convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. 9 Do pecado, porque os homens não crêem em Mim;

I. (eles não vêem a realidade de sua necessidade de Um Salvador e de Sua cruz)

10 da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais;

(Os padrões de Deus só são satisfeitos em nosso Representante -Cristo, nossa justiça -1 Coríntios 1:30)
1 Coríntios 1:30 (NVI) 30
É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção, 11e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. (A realidade da punição eterna)

D. A ira de Deus contra o pecado
Lucas 12:4-5 "
"Eu lhes digo, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. 5 Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer.

Provérbios 29:25 (NVI) 25 Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro.
O temor `a Deus é aquilo que vence todos os outros medos, pois a pessoa que verdadeiramente teme a Deus nada mais precisa temer.


É lógico colocar o temor de Deus sobre todos os outros medos. E então lembramos de que Deus, que é Juiz, nos ama e quer que sejamos reconciliados `a Ele mesmo.
Lucas 12:6-7 (NVI) 6 "
Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!

Lucas
12:49 "Vim trazer fogo à terra, e como gostaria que já estivesse aceso!
O Senhor é incansável em seu desejo de ver o pecado

removido e sua noiva purificada do pecado.


2. A ignor
ância `a solução do evangelho
Hebreus 9:27-28 [27]
Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, 28 assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam.

1 João 2:28 Filhinhos, agora permaneçam nEle para que, quando Ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dEle na sua vinda.

1 Ts. 5:9-10 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10 Ele morreu por nós para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a Ele.



1 João 4:17 Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como Ele.

João 3:36 " Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele".

João 3:18 " Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.

João 5:24 "Eu lhes asseguro: Quem ouve a Minha palavra e crê naquele que Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.

II. Medo - o resultado de andar na escuridão


1. O pecado não confessado e não abandonado

1 João 1:5-7 [5] Esta é a mensagem que dEle ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nEle não há treva alguma. 6Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

Salmo 32:3-4 [3]
Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. 4 Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim; minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca. Pausa.
(“Medo é o imposto de renda que a consciência paga `a culpa.” Médico George Sewell, século 18)

A SOLUÇÃO DO EVANGELHO: 1 João 1:9

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

Salmo 32:1-3 Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! 2Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! 3 Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. E em cujo espírito não há engano!

ESTAMOS FAMILIARIZADOS COM A REVELAÇÃO DE ISAÍAS SOBRE A SANTIDADE DO SENHOR, MAS NÃO DEVEMOS ESQUECER A PROVISÃO QUE ELE RECEBEU
Isaías 6:1-6 (NVI) 1
No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de Sua veste enchia o templo. 2 Acima dEle estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. 3 E proclamavam uns aos outros: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da Sua glória".4 Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça. 5 Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 6 Logo um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.

Isaías 6:7 Com ela tocou a minha boca e disse: "Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado".
2. Visão distorcida de Deus

Sigla F-E-A-R: Falsa Estimativa Parecendo Real

1 João 4:18 No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

FALSAS ESTIMATIVAS:
• Que Deus vai fazer algo pra nos machucar
• Que Deus deve ser pacificado por nossas obras
A verdade: Deus é amor e ama.
Temos um Advogado, Jesus Cristo (2:1)
• Que Deus não é digno de confiança
A verdade é que nenhuma de Suas promessas falham em acontecer

O Resultado do Medo são:

1. Raiva
2. Vingança
3. Preocupação
4. Ansiedade Agitação
5. Insegurança

III. Lançamos fora o medo através do amadurecer no amor, do amor aperfeiçoado

1. Acreditando no evangelho e recebendo o amor que Deus tem por nós. (A fé que atua pelo amor. Gal 5:6) Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor.
1 João 4:16 a (NVI) 16
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para nós.
Se você acredita que Deus ama você, você estará:
1 Pedro 5:7 (NVI) 7 Lançando
sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês..
Romanos 8:32 (NVI) 32
Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?

1. Repousando, Apoiando-se em Cristo como sua fonte de vida

1 João 4:16 b. 16b Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele
3. Se submetendo, se rendendo ao Senhorio de Cristo

2. "Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2 Coríntios 3:17) Caminhe no Espírito

4. Recebendo o testemunho do Espírito para com sangue de Cristo

Hebreus 9:14 14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte para que sirvamos ao Deus vivo!
5. Perdoando aqueles que transgrediram contra você.
Não assuma o papel de advogado de acusa
ção
O diabo é o acusador dos irmãos

3.
Apocalipse 12:10
Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: "Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite.
6. Deixando a prerrogativa, o direito da vingança `a Deus.

Romanos
12:19 19 Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: " MINHA É A VINGANÇA; EU RETRIBUIREI " diz o Senhor.

7. Liberte o Espírito de Deus dentro de você.
Que a palavra de Cristo habite em vocês abundantemente.

Colossenses 3:16 (NVI) 16 Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração.

Efésios 5:17-19 (NVI) 17 Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. 18 Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, 19 falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor,

Que o conhecimento dos teus benefícios ofusque o conhecimento do inimigo.

Salmos 103:1-22 (NASB) 1 Bendiga o Senhor a minha alma! Bendiga o Senhor todo o meu ser! 2 Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos! 3 É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, 4 que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, 5 que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia. 6O Senhor faz justiça e defende a causa dos oprimidos. 7 Ele manifestou os Seus caminhos a Moisés, os Seus feitos aos israelitas. 8 O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. 9 Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; 10 não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades. 11 Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o Seu amor para com os que o temem; 12 e como o Oriente está longe do Ocidente, assim Ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. 13 Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; 14 pois Ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó. 15 A vida do homem é semelhante à relva; ele floresce como a flor do campo, 16 que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava. 17 Mas o amor leal do Senhor, o seu amor eterno, está com os que o temem, e a sua justiça com os filhos dos seus filhos, 18 com os que guardam a Sua aliança e se lembram de obedecer aos Seus preceitos. 19 O Senhor estabeleceu o Seu trono nos céus, e como rei domina sobre tudo o que existe. 20 Bendigam o Senhor, vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra. Bendigam o Senhor todos os seus exércitos, vocês, seus servos, que cumprem a Sua vontade. 22 Bendigam o Senhor todas as suas obras em todos os lugares do Seu domínio. Bendiga o Senhor a minha alma!


Salmo 23:1-6 (NVI) 1
O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. 2 Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranqüilas; 3 restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem. 5 Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice. 6 Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.

CONCLUSÃO - CAMINHE NO ESPÍRITO

A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, 4 que se entregou a si mesmo por nossos pecados a fim de nos resgatar desta presente era perversa, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não reduza boas novas em bons conselhos! - Michael Horton

Não reduza boas novas em bons conselhos! -

Michael Horton




"Reduza o cristianismo a um bom conselho e ele se harmoniza perfeitamente à cultura do treinamento de vida. Pode parecer relevante, mas, na verdade, ele acaba perdido no mercado das terapias moralistas. Quando anunciamos o cristianismo como o melhor método de aprimoramento pessoal, inclusive com depoimentos sobre o quanto estamos cada vez melhores desde que "entregamos tudo", os não cristãos podem, com toda razão, nos questionar: "Que direito você tem de dizer que a sua [religião]* é a única fonte de felicidade, significado, experiências emocionantes e aperfeiçoamento moral?". Jesus claramente não é a única forma eficaz para uma vida melhor ou para um eu melhor. Qualquer pessoa pode perder peso, parar de fumar, melhorar um casamento e se tornar mais agradável sem Jesus.


O que distingue o cristianismo, em sua essência, não é seu código moral, e sim sua história - a história de um Criador que, embora rejeitado por aqueles que criou à sua imagem, se inclinou para reconciliá-los consigo mesmo por meio de seu Filho. Essa não é uma história sobre o progresso do indivíduo para o céu, e sim a narrativa dos acontecimentos históricos da encarnação de Deus, da expiação, da ressurreição, da ascensão e do retorno, bem como da exploração de seu rico significado. Em sua essência, esta história é um evangelho: as boas-novas de que Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo."

sábado, 6 de agosto de 2011

Como estudar a Bíblia?


Como estudar a Bíblia

Reserve tempo para ler a Bíblia cada dia.
É bom guardar sempre a mesma hora. Dedique tanto tempo quanto seja possível, cuidando para que outras coisas não interrompam ou atrapalhem seu tempo de leitura e reflexão.

Antes de começar a leitura, peça a orientação e a bênção de Deus.

Algumas pessoas acham útil anotar em um caderno um resumo daquilo que refletiram a partir da leitura bíblica.

Dê os seguintes passos para tirar o maior proveito possível das suas leituras diárias.

1. Selecione um texto bíblico (você pode fazê-lo seguindo o plano de leitura "A Bíblia em um ano").

2. Examine seu conteúdo:
a. A que classe de livros ele pertence? (Um livro biográfico, como um dos Evangelhos, que narram a vida de Jesus; um livro histórico, como o Segundo Livro de Samuel, que relata o reinado do Rei; Davi ou uma carta breve a uma pessoa, como as enviadas a Timó teo ou a uma igreja específica, como as epístolas aos Coríntios.)
b. Qual é o enfoque geral do livro? (Não há necessidade de fazer estudos extensos sobre o livro. É possível fazer isso lendo o primeiro e o último parágrafo do livro ou os subtítulos e as introduções, quando a Bíblia utilizada os tem.)
c. Qual o acontecimento ou qual o assunto registrado nos textos lidos?

3. Leia todo o texto para formar uma idéia do que está sendo tratado nele.

4. Identifique palavras e frases. Há alguma palavra ou frase que se repete através do texto? É possível observar alguma relação de causa e efeito? (As frases repetidas quase sempre são precedidas de "se", "então", "por isso", "porque", etc.) Foi feita alguma comparação? Pessoas, coisas ou conceitos são contrapostos?

5. Leia o texto novamente e pergunte pela sua intenção ou propósito. Procure encontrar o que o autor está querendo dizer. Seja honesto. Não procure encontrar apenas o que você esteja querendo ouvir. A Bíblia contém mensagens que podem mudar vidas.

6. O que você aprendeu sobre Deus neste texto? O que aprendeu sobre a natureza humana? Pergunte-se como esta mensagem se aplica à sua própria vida. Existe algo em sua vida que precisa mudar, por você ser filho de Deus? O que você pode fazer por amor ao próximo? Peça a ajuda de Deus para fazer as mudanças necessárias em sua vida, para chegar a ser uma pessoa melhor.

7. Leia o texto mais uma vez. Há algum versículo que queira memorizar? Por que não o escreve em um pedaço de papel e o leva consigo para poder estudá-lo?

8. Agradeça a Deus o que aprendeu e peça-lhe ajuda para poder aplicá-lo em sua vida.

9. Compartilhe com outras pessoas o que está aprendendo.

A Bíblia em um Ano

Você já leu alguma vez toda a Bíblia?
Para ler a Bíblia em um ano, reserve para isso vinte a trinta minutos ou uma média de 5 capítulos por dia. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo e descubra as riquezas da palavra de Deus.



Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pastor ou gerente? Igreja ou empresa? - Isaltino Gomes Coelho Filho



A
questão não é nova. E me defino logo: a igreja não é empresa e o pastor não é gerente eclesiástico. Sei que um pastor deve ter noções de liderança de grupo e que uma igreja precisa de regras de vivência administrativa. Inclusive, por ser pessoa jurídica, se submeter às leis do país. Mas igreja não é empresa. Igreja é igreja, algo totalmente singular e distinto de qualquer outra organização. E deve ser pastoreada por homens que sejam pastores. Deus deu pastores à igreja (Ef 4.1) e não administradores de empresa. Gerentes devem ficar em empresas, e pastores nas igrejas.



A liderança da igreja não se forma em escolas de administração nem em cursos de liderança. É carismática. Os charismata do Espírito são para fazer a igreja viver. Sem os dons do Espírito a igreja pode ser uma instituição admirável, funcionando bem, como uma máquina azeitada, mas corre o risco de não ser mais igreja. Por charisma não me refiro a curas, línguas, ou sua interpretação. Nas listas de dons do Novo Testamento, estes não são os primeiros alistados. Não discutirei dons, aqui. Posso discuti-los em outra ocasião, mas agora afirmo o seguinte: a igreja e o ministério pastoral têm sido descaracterizados por causa de um enfoque equivocado. Os apóstolos pediram à igreja que escolhesse homens de boa reputação para administrar um problema da igreja, e afirmaram: “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.4). Esta é a função primordial do pastor: assuntos espirituais. E não me digam que supervisionar colocação de tijolos é negócio espiritual, que não há dicotomia entre vida material e espiritual, que esta separação é platonismo, etc. Posso discutir Platão em outra ocasião, mas ele não tem nada a ver com esta visão. Os apóstolos deixaram claro que tinham algo mais importante a fazer que cuidar de alguns problemas da igreja, que eram relevantes e ameaçavam a unidade, mas que não eram para eles cuidarem. Hoje há uma inversão: os pastores cuidam dos negócios e pedem à igreja que ore por eles. Mas em Atos, os homens da igreja cuidavam dos negócios e os pastores oravam e pregavam.


Ao apresentar o excelente “A vocação espiritual do pastor”, de Eugene Petersen, Ricardo Barbosa faz uma observação muito pertinente. Diz ele que há duas palavras novas, recém incorporadas ao vocabulário atinente à vocação pastoral: líder e terapeuta. Diz ele, textualmente: “Fala-se cada vez menos em formação pastoral e mais em formação de líderes. Curiosamente, ‘líder’ é uma palavra que não aparece na Bíblia para descrever aquele que serve a Deus em sua igreja. Também não aparece na longa história de vinte séculos de vocação pastoral” (p. 7). Continuando o arrazoado, Ricardo diz que quando se fala em pastor, hoje, não nos vem à mente a figura do Salmo 23 ou as responsabilidades sacerdotais de Arão, “mas as imagens do executivo, do administrador, do empresário, imagens de um profissional” (p. 8). Ele faz uma interessante comparação entre pastores e terapeutas seculares. Muitos destes renunciam à ciência, e citam manuais de auto-ajuda. Os pastores deixam de lado a orientação da Palavra, e citam terapeutas incrédulos e almanaques. Sua conclusão é séria: “Nosso chamado é para ser pastores, não líderes ou terapeutas” (p. 11).

Isso se coaduna com a argumentação de Os Guiness, em “Dining with the Devil: the megachurch movement flirts with the modernity” (“Jantando com o Diabo – o movimento mega-igreja flerta com a modernidade”). Para Guiness, o maior desafio do mundo à igreja não é o secularismo, mas a secularização. O secularismo é uma filosofia, e a secularização é um processo. Sendo abertamente hostil, o secularismo, logo é identificado e rejeitado. Mas a secularização vem como um processo, e nos envolve sutilmente, até mesmo porque nós a usamos. Ouvi um líder cristão, nos anos noventas, dizer que “para viver segura, a igreja precisava ter, pelo menos, R$ 10.000,00 em caixa”. A argumentação é mundana, mas me chocou tanto que a comentei aos formandos da Faculdade de Teologia do Amazonas, em 1997, na palavra paraninfal que intitulei de “Quando a igreja troca a teologia pela tecnocracia”, e volto a ela, treze anos depois. Tal líder não entendeu que a maior segurança da igreja está em viver dentro da Palavra, na presença de Deus, e não no seu caixa. Quando há vida espiritual na igreja, o Espírito move os corações das pessoas. Foi assim que o Espírito agiu na vida de José, levando-o a vender seu terreno, sem que houvesse uma campanha para tal, e trouxesse o valor à igreja (At 4.36-37). Onde há espiritualidade há recursos. Mais que marketing, a igreja precisa de santidade.

O obreiro cristão secularizado é um tecnocrata. Crê que a salvação e o futuro da igreja não estão em Deus e na oração, mas em táticas humanas. Sua visão é mundana. Assim, muitas igrejas vivem de campanhas e os pastores se esmeram na criatividade para mobilizar o povo. Mas um ambiente espiritual proveria isto. Muito de nossa ação secularizadora poderia ser alvo do pedido de Paulo:

“Não extingais o Espírito” (1Ts 5.19)ACF. A verdadeira liderança se põe mãos do Espírito, vive em sua presença, e possibilita sua ação na igreja. Não o extingue, trocando-o por técnicas de animação do povo tipo: “Como liderar o povo de Deus em sua caminhada para o sucesso”. A maior característica de liderança da igreja é que ela deve ser carismática, vinda do Espírito, e não de cursinhos, livros e revistas sobre técnicas.

Na obra citada, Os Guiness traz o comentário feito por um negociante japonês a um cristão: “Sempre que encontro um líder budista, encontro um homem santo. Sempre que encontro um líder cristão, encontro um administrador” (p. 97). Isto me foi uma bofetada. A liderança cristã deve ser recrutada entre os mais santos e piedosos, os mais moldados pela Bíblia (cremos mesmo que ela é o manual de Deus à igreja?) e não entre os mais capazes na vida secular, mesmo que de espiritualidade opaca. Priorizamos a competência secular sobre a santidade, e depois descobrimos que não deu certo, porque as regras de vida da igreja diferem das regras de vida de uma empresa. Basta uma diferença para nos fazer refletir sobre isto. A saúde de uma empresa está em maximizar ganhos e minimizar gastos. Quer matar uma igreja? Faça isso! Quer ver uma igreja explodir de vida? Leve-a a investir em missões, em obreiros, em vidas. Os recursos virão. Afinal, Deus disse:

“Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos”(Ag 2.8)ACF

Está no Salmo 50.12: “Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude”(ACF)

Deus tem os recursos, mas momentaneamente os deixa com seu povo. E não precisam ser extorquidos do povo, que o traz voluntariamente quando Deus age. O problema é que parece que não cremos mais nessas coisas, e tentamos dar um jeito de fazer a igreja funcionar. Aposentamos o Espírito Santo. Estou chocado com a visão secular do reino de Deus entre nós. A proliferação de modelos eclesiásticos é uma prova disso. Damos cada vez mais valor à técnica e aos métodos. Colocamos Deus na periferia e o fazer humano no centro. Não é de admirar que vivamos em uma crise cíclica. Perdemos os alvos espirituais de vista. Eles são numéricos e quantitativos. Mas a igreja é algo muito sério para a tomarmos em nossas mãos!

No seu prefácio, Barbosa faz um interessante comentário sobre como é difícil aos pastores serem pastores. Diz ele que é porque os pastores estão afundados na idolatria: “Onde dois ou três estão reunidos e o nome de Deus é pronunciado, uma comissão está formada para a criação de um ídolo. Queremos deuses que não sejam deuses para que possamos ser ‘como deuses’” (p. 16). A tecnocracia é o grande ídolo, o bezerro de ouro de nossas igrejas e pastores. Assim, pastorado deixou de ser ensinar a Palavra e cuidar das pessoas e se tornou administrar um negócio espiritual. Deixou de ser um sacerdócio (viver na presença de Deus, ministrar a Palavra de Deus e interceder pelo rebanho de Deus) e passou a ser uma carreira religiosa. O pastor virou gerente.

O texto de Petersen, propriamente dito, se baseia em Jonas. Ele quis servir a Deus, não como este queria, mas do seu modo.

No final, sua briga com o Senhor não foi por causa do reino de Deus, mas de sua reputação pessoal. Esta é uma das lutas do pastor: preocupar-se mais com sua reputação pessoal que com a vontade de Deus. Não podemos usar a igreja e o reino como degraus para a nossa escalada pessoal rumo ao sucesso. “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Mas muita gente está escrevendo sua história pessoal tendo o evangelho como pretexto. O ministério do obreiro é promovido mais que o nome de Jesus. Em alguns lugares, lá estão o nome do obreiro (em letras garrafais) e sua foto-pôster. É um culto à personalidade, vulgar e chocante. Esta pessoa está ambicionando o lugar de Jesus. Na realidade, o obreiro sequer deveria ser promovido.

Sei que pastores estão em baixa, não tem expressão e não movimentam recursos de monta. Gerentes, sim. E muitas igrejas, estruturadas como empresas, querem gerentes, não pastores. Há rebanhos que não querem pastores, mas agem como acionistas de um negócio espiritual: querem um executivo. Não querem ouvir a voz de Deus, até mesmo porque isso é perigoso. Querem ouvir o eco de sua própria voz. E atribuem ao eco o status de voz divina.

Jonas pensou que podia servir a Deus em Társis, ao invés de Nínive. O seu negócio era servir a Deus. Então, ele tentou fazer à sua maneira, não à maneira de Deus. Como comento em meu livro “Jonas, nosso contemporâneo”, segundo os rabinos, a razão principal pela qual Jonas foi para Társis não foi por ser o lado oposto a Nínive, mas ser um lugar onde a Palavra de Deus não se fazia ouvir (com base em exegese de Isaías 66.19). Quando um homem segue seus insights foge da voz de Deus. O profeta ouve a voz de Deus. O homem religioso segue seus insights. Outra grande tentação do pastor é ser um homem religioso, e não um profeta. Porque é possível cuidar de religião sem ouvir a voz de Deus. É menos problemático cuidar de religião. Não é de estranhar a dificuldade de tantos pastores com a Bíblia, a ponto de chamarem quem cita a Bíblia de fundamentalista. Nessa enquadraram Jesus, porque ele gostava muito de dizer “Está escrito”. Gerente tem mais margem de manobra em negócios que pastor. O gerente ouve o mercado e segue as técnicas modernas. O pastor deve se guiar por noções tidas como obsoletas. E parece que o gerente e a igreja-empresa estão mais cotados que o pastor e a igreja-igreja: arrastam mais gente e aparentam mais sucesso aos olhos humanos.

Mas perguntemo-nos: isto é mesmo igreja nos moldes bíblicos? O que estamos fazendo com a igreja e com o reino de Deus?

Pastores devem ouvir a Bíblia, submeter-se a ela, reger-se por ela. Gerentes amam e seguem técnicas e soluções como

“R$ 10.000,00 em caixa”. Mas gerentes descaracterizam a igreja e a transformam num negócio secular. Precisamos recuperar o sentido bíblico de igreja, bem como os princípios bíblicos para a vida da igreja. Também precisamos recuperar a visão bíblica do ministério, trazendo o pastor de volta ao molde pastoral do Novo Testamento, e não ao figurino do gerente moderno. Caso contrário, nós que já perdemos as duas últimas décadas discutindo métodos para recuperar nossa denominação, perderemos outras, discutindo métodos e técnicas. Estamos patinando e não nos damos conta disso! Estou cansado de modelos, gráficos e desenhos que, na minha limitação gerencial, nunca entendo! Há trinta anos vejo minha denominação, que muito amo, discutir técnicas e modelos. Será que ainda não deu para notar que não é por aí? Não dá para notar que precisamos deixar os bezerros de ouro da técnica, dos modelos, do institucionalismo, e reentronizar o Deus verdadeiro em nossas igrejas? Que os rebanhos precisam de pastores e não de gerentes? Que carecemos de vida mais que de estratégias?

Solução? Não tenho, mas ouso uma sugestão. Por que, ao invés de pedir às igrejas que orem pelo Brasil, no dia 15 de outubro, não pedimos às igrejas e aos batistas da CBB, que separem o dia para orar e jejuar pela denominação? Que tal priorizarmos a oração e a espiritualidade sobre técnica, modelos, planos e gestões? Parece-me que ver a igreja como empresa e tornar o pastor em gerente é o que mais temos feito nos últimos vinte anos e não saímos do lugar. Jejuemos e oremos assim, e quem sabe, voltaremos ao pastor-pastor e à igreja-igreja. Oremos por um avivamento que nos faça retornar à simplicidade que há em Cristo (1Co 11.3). Um avivamento que nos leve a confessar e chorar nossos erros, que afaste da liderança as pessoas erradas, que leve os pastores a amarem mais as igrejas que seus ministérios, que acabe com as carreiras solos e nos reconduza ao trabalho solidário. Um avivamento que acabe com o “eu” e traga o “nós” de volta.

Quanto a mim, quero ser pastor e não gerente. Quero cuidar de um rebanho, não de uma empresa. E reitero meu amor pela igreja de Jesus, pela minha denominação, e minha crença inabalável que precisamos retornar a um caminho abandonado.

“Não removas os antigos limites que teus pais fizeram” (Pv 22.28)ACF

Temos feito isto. E nos saído mal.

Isaltino Gomes Coelho Filho