sexta-feira, 17 de junho de 2011

24 Marcas da Maturidade


Por Joahannes Tauler (místico que influenciou Lutero):

1° Eles têm amor.

2° Eles são vazios de si mesmos.

3° Eles são totalmente entregues para Deus.

4° Eles não buscam a si mesmos.

5° Por não buscarem seus próprios objetivos eles obtêm verdadeiro contentamento.

6° Eles esperam em Deus para saberem o que Ele quer que façam e eles se esforçam ao máximo para cumprir a Sua vontade.

7° Eles, diariamente,abrem mão da suas vontades pela vontade de Deus.

8° Todas as suas capacidades são trazidas em sujeição a Deus.

9° Eles sempre tem o senso da presença de Deus em todas as coisas, quer doces ou amargas.

10° Eles recebem todo prazer e todo sofrimento não como advindas das criaturas de Deus, mas do próprio Deus.

11° Eles não se deixam cativar pela suas concupiscências por coisas criadas.

12° Eles nunca são movidos da verdade pela contradição ou infortúnios.

13° Eles não são enganados por falsas aparências mas consideram as coisas como realmente são, e isso num espirito de bondade e amor.

14° Eles estão armados com toda virtude, p rontos para lutar contra todo pecado e vício e obter a vitória e recompensa em todos os conflitos.

15° Eles observam o que Deus requer deles , ordenam suas vidas concordemente a isso e agem segundo aquilo que professam.

16° Eles são pessoas de poucas palavras,mas com muita vida interior.

17° Eles são irrepreensíveis e justos,mas não se ensoberbecem por causa disso.

18° Eles são retos e sinceros e pregam mais com suas ações do que com seus lábios.

19° Eles não tem nenhum outro alvo além da Glória de Deus.

20° Eles estão dispostos a serem repreendidos e abrirem mão dos seus direitos.

21° Eles não desejam sua própria vantagem e acham que as menores coisas já são boas demais para eles.

22° Eles se consideram menos sábios e dignos que outros homens e são humildes em tudo.

23° Eles copiam o exemplo do Senhor Jesus em todas as coisas e rejeitam tudo o que não é próprio para aqueles que seguem o Senhor.

24° E finalmente, se eles são desprezados por muitos, isso será muito mais bem vindo do que todo favor do mundo.

Via Angelo Bazzo.

Fonte: http://paoevinho.org/?p=7006

Deixe-me ser claro …


Por Frank Viola.


Deixe-me ser claro.

Há um preço a ser pago para que a vontade do Senhor se volte para sua igreja.

Você terá de lidar com algumas situações, como ser mal-entendido por aqueles que abraçaram o cristianismo espectador.

Você carregará as marcas da cruz e morrerá mil mortes no processo de se tornar, com outros crentes, uma comunidade íntima e acolhedora.

Terá de suportar a bagunça que é parte inerente do cristianismo relacional – abandonando para sempre a polidez artificial sustentada pela igreja organizada.

Não compartilhará mais do conforto de ser um espectador passivo.

Em vez disso terá de aprender lições de autoesvasiamento e como se tornar um membro responsável e prestativo de um Corpo que funciona…além do mais, terá de enfrentar a terrível oposição daquilo que certo escritor chamou de ‘as últimas seis palavras da igreja’ – “nós nunca fizemos deste modo antes.”

Você terá de experimentar a antipatia da maioria religiosa por recusar submeter-se à tirania do status quo.

E você incitará as mais severas investidas do Adversário que tentará sufocar o que representa um testemunho vivo de Jesus na sua vida… todavia, assim como o sofrimento que segue aqueles que tomam a estrada menos percorrida, os gloriosos benefícios de viver a vida do Corpo em muito supera o preço a ser pago.

O Senhor edifica sobre vidas quebradas; sua casa é constituída de despojos de combates (1 Co 26:27). Assim sendo, ‘saiamos até Ele, fora do arraial, suportando a desonra que Ele suportou’ (Hb 13:13). Pois é lá que talvez encontremos os batimentos do coração do Salvador”

Fonte: Reimaginando a Igreja via: Angelo Bazzo.

http://paoevinho.org/?p=6989

O Sangue


Por Watchman Nee:

O Sangue é para expiação e, em primeiro lugar, relaciona-se com a nossa posição diante de Deus. Precisamos de perdão dos nossos pecados cometidos para que não caiamos sob julgamento; e eles nos são perdoados, não porque Deus não os leva a sério, mas porque Ele vê o Sangue. O Sangue é, pois, primariamente, não para nós, mas para Deus. Se eu quero entender o valor do Sangue, devo aceitar a avaliação que Deus dele faz e, se eu não conhecer o valor que Deus dá ao Sangue, nunca saberei qual é o seu valor para mim. É só na medida em que me é dado conhecer, pelo Seu Espírito Santo, a estimativa que Deus faz do Sangue, que eu próprio aprendo o seu valor, e vejo quão precioso o Sangue realmente é para mim. Todavia, o seu primeiro aspecto é para Deus.

Através do Velho e do Novo Testamento, a palavra “sangue” é usada em conexão com a idéia da expiação, segundo creio, mais de cem vezes, e sempre, e em toda a Escritura algo que diz respeito a Deus. No calendário do Velho Testamento há um dia que tem grande significação quanto aos nossos pecados, o Dia da Expiação. Nada explica esta questão dos pecados tão claramente como a descrição daquele dia. Em Levítico 16 lemos que, no Dia da Expiação, o Sangue era tomado da oferta pelo pecado e trazido ao Lugar Santíssimo e ali espargiu sete vezes diante do Senhor. Devemos compreender isto muito bem. Naquele dia, a oferta pelo pecado era oferecida publicamente no pátio do Tabernáculo. Tudo estava ali à vista de todos, e por todos podia ser observado. Mas o Senhor ordenou que nenhum homem entrasse no Tabernáculo, a não ser o sumo sacerdote. Era somente ele que tomava o sangue,e, entrando no Lugar Santíssimo, o espargia ali para fazer a expiação perante o Senhor. Por quê? Porque o sumo sacerdote era um tipo do Senhor Jesus na Sua obra redentora (Hebreus 9.11- 12), e, assim, em figura, era o único que fazia este trabalho. Ninguém, exceto ele, podia mesmo aproximar-se da entrada. Além disso, havia relacionado com a sua entrada ali, um único ato: a apresentação do sangue a Deus como algo que Ele aceitara algo em que Ele Se satisfaria. Era uma transação entre o sumo sacerdote e Deus, no Santuário, fora da vista dos homens que se beneficiaram dela. O Senhor exigia-o.

O Sangue é, pois, em primeiro lugar, para Ele. Mas, anteriormente, encontramos descrito em Êxodo 12.13, o derramamento do sangue do cordeiro pascal, no Egito, para redenção de Israel. Este é, creio um dos melhores tipos, no Velho Testamento, da nossa redenção. O sangue foi posto na verga e nas ombreiras das portas, enquanto que a carne do cordeiro era comida no interior da casa; e Deus disse: “Vendo Eu sangue passarei por cima de vós”. Eis outra ilustração de o sangue não se destinar a ser apresentado ao homem, e, sim, a Deus, pois que o sangue era posto nas vergas e nas ombreiras das portas, de modo que os que se encontravam em festa dentro das casas não pudessem vê-lo.

Deus está satisfeito

É a santidade de Deus, a justiça de Deus, que exige que uma vida sem pecado seja dada em favor do homem. Há vida no Sangue, e aquele Sangue tem que ser derramado em favor de mim, pelos meus pecados. Deus requer que o Sangue seja apresentado com o fim de satisfazer a Sua própria justiça, e é Ele que diz: “Vendo eu sangue passarei por cima de vós”. O Sangue de Cristo satisfaz Deus inteiramente.

Talvez esteja errado; sinto, porém, com muita convicção, que há entre nós quem pense desta maneira: “Hoje fui um pouco mais cuidadoso; hoje procedi um pouco melhor; esta manhã, li a Palavra de Deus com mais fervor, de modo que hoje posso orar melhor”. Ou, então: “Hoje tive algumas pequenas dificuldades com a família; comecei o dia sentindo-me muito melancólico e deprimido; não me sinto muito animado agora; parece que algo não está bem; não posso, portanto, me aproximar de Deus”. Afinal de contas, qual é a base em que você se aproxima de Deus? Aproxima-se dEle na base incerta dos seus sentimentos, o sentimento de que hoje se realizou algo para Deus? Ou baseia-se a sua aproximação de Deus em algo muito mais seguro, ou seja, no Sangue derrama do no fato de que Deus olha para aquele Sangue e Se dá por satisfeito?

Fonte: A Vida Cristã Normal.

DE QUE IGREJA VOCÊ É?



A pergunta acima tem vindo constantemente sobre o meu espírito desde que a ouvi no início da semana. Ela surgiu no domingo passado quando uma pessoa que se converteu a Jesus Cristo através de trabalhos e esforços de discípulos na Terra Prometida, e que por algum motivo, havia entendido que eu era membro de uma congregação denominacional aqui em Campos. Ao chegar lá e me procurar sem êxito, ela encontrou outras duas irmãs e perguntou onde eu estava, pois ela queria fazer parte da igreja de que sou membro. Com certeza, para esta senhora parar nessa congregação, em um bairro muito distante da casa dela, ela devia estar com necessidades, ou precisando de alguma coisa, mas isso não foi perguntado. Na verdade a resposta dada por uma das irmãs foi a seguinte: “pergunta a ele de que igreja ele é!”. Isso a princípio me chocou, pois quando me refiro a essa irmã, e talvez essa foi a confusão da pobre senhora ao me confundir como membro desta denominação, eu me refiro a ela como pessoa da mesma igreja de Cristo, o corpo vivo onde barreiras denominacionais não nos podem afastar, onde um sangue foi derramado para derrubar todo muro de separação e nos reconciliar com Deus. É dessa igreja que penso fazer parte.

Essa experiência serviu para ligar o alerta no que diz respeito a plantação de igrejas, e o fazer discípulos por onde o Senhor da Seara nos tem enviado. A pergunta é: Que Igreja nós temos apresentado as pessoas? Ou melhor, Que tipo de evangelho nós temos apresentado?

Qual foi a ordem de Jesus com relação ao fazer discípulos e plantar igrejas?

Com certeza, como escreveu o nosso irmão Ivan Baker : O Senhor não disse: “Ide e fazei reuniões em todas as nações”, mas sim “fazei discípulos em todas as nações”. Onde nós erramos?

Por que queremos ser mais espertos, estratégicos do que a Palavra de Deus? O que a Bíblia diz sobre a Igreja de que fazemos parte? Será que isso ainda é importante hoje?

É surpreendente como que pessoas tementes a Deus ainda crêem que uma igreja diferente do que Jesus Cristo instituiu é fundamental para o crescimento de um discípulo.

Jesus, melhor do que ninguém pode nos dar exemplo de como Ele lidou com as sinagogas, uma espécie de congregações de seu tempo. Ele estava lá, como costume de todo o bom judeu, lendo, conversando, discutindo e tudo ia as mil maravilhas, até que ele resolve ler a profecia de Isaías 61. “Blasfêmia!” . Jesus a partir dali, daquele encontro, Ele não era mais bem vindo entre os judeus. Independente disso Ele focou no chamado do Pai para a Sua trajetória enquanto na Terra.

O que quero dizer com esse exemplo é que essas sinagogas eram bem vindas até o momento em que elas cooperavam com a Lei de Deus, porém a partir do momento em que eles rejeitaram de forma clara O Verbo Vivo, não havia mais motivos para a existência delas, por mais que ainda até os dias de hoje elas existam.

Quando falamos de Igreja, logo nos vem a mente algum templo, quer católico, Batista, pentecostal, mas nunca o corpo Vivo de Jesus Cristo, e isso é algo para nós prestarmos bastante a atenção, pois Cristo ou qualquer outro apóstolo jamais chamaram de igreja qualquer PRÉDIO, ou qualquer outro local. E como podemos chamar de igreja um lugar ou prédio quando Deus não o faz assim? Como podemos nos gabar de pertencer a Igreja por simplesmente fazermos parte de uma denominação ou instituição religiosa, quando o nosso Gloriar deve ser no Senhor e em seus feitos. Como podemos por a nossa confiança em estar cobertos de todo mal por simplesmente termos um homem sobre nós e ainda dizer que Deus o instituiu para isso?

Houve uma época nas escrituras em que o povo de Deus desejou ser igual as nações, e por isso “exigiu” um rei tal como as nações ao redores tinham. Deus lhes permitiu ter Saul, abriram mão de serem dirigidos por Deus para estarem sujeitos a um homem. Nem preciso falar do prejuízo. E será que nós não aprendemos a lição?

Meus irmãos, eu não posso chamar de Igreja aquilo que Jesus nunca chamou, e se esse é o meu pecado, prefiro “errar” por simplesmente desejar viver de acordo com o que as Escrituras dizem, ou pelo menos nos fornecem como princípio do que por confiar em uma tradição humana, terrena e vazia.

Outro ponto para identificarmos a Igreja de Jesus está nos sinais que ele próprio nos forneceu pela Palavra.

Peço permissão para citar novamente um comentário do Ivan Baker sobre o seguinte tema: “a igreja é formada por discípulos”:

Quero insistir sobre o evangelho que pregamos, pois é ele que irá produzir a classe de

discípulos que queremos, ou seja frutos permanentes. A porta deve ser estreita, pois quem

entrar não quererá sair pelos fundos.

Discípulos são aqueles que amam a Cristo acima de qualquer coisa, são mansos e dóceis ao

ensino da palavra. Não são como cabritos, mas sim como ovelhas. É gente que frutifica, não

é gente que se senta nos bancos para ouvir boas mensagens.

Jesus nunca apontou os sinais de poder e maravilhas como característica de seus discípulos,

mas sim o amor. Há diferença entre sinal acompanhante e evidência que caracteriza.

Embora Jesus tenha dito que os sinais acompanham os que crêem nele, não disse que a

característica de um discípulo é que seja acompanhado por sinais, isto porque ele sabia que

estes sinais de poder também seguiriam os que não eram seus discípulos (Mt 7.22-23; 1 Ts

2.9).

Quero que o poder carismático acompanhe o meu ministério, mas isto nunca será para

mim, uma evidência que me caracteriza como discípulo de Cristo.

Somente o amor é uma característica definitiva.

O diabo pode imitar os sinais e prodígios, o esforço e a dedicação, o zelo e muitas outras

coisas. Só não pode imitar o amor!

O discipulado está baseado nisto: um coração entregue ao Senhor.”


Concordo com ele plenamente quando afirma que só pode ser chamado de Igreja, um grupo que é composto por discípulos que possuem coração de servo, mas muitas vezes somos coniventes com os que se dizem discípulos e vivem suas vidas servindo a si mesmo, que não tem compromisso algum com a Palavra de Deus, são insensíveis com o próximo, e não possuem o Espírito de Deus.

Jesus não agiu assim. Sempre que estava entre esse tipo de gente que se dizia filho de Abraão, porém que seus frutos diziam o contrário, Ele os chamou de filhos do diabo. Mas e nós? Somos políticos e quando alguém que não tem nada de Deus afirma ser Cheio do Espirito Santo, nós sorrimos e dizemos: “amém!” da forma mais hipócrita possível, pois “queremos a paz”, e ainda “não sabemos o que vai no coração daquela pessoa, pois só Deus sabe!”. Isso é hipocrisia gente!

A prova de amor que Jesus deu aos Judeus além de Sua morte e ressurreição, foi sempre denunciar seus pecados, pois isso era inevitável que eles convivessem juntos, sem que uma das partes abra mão de seus conceitos. Caso Jesus desejasse viver no contexto das sinagogas entre os religiosos e doutores da lei, Ele deveria ser conivente com tudo o que Ele via de errado sem poder falar nada, porém quem iria sofrer com isso era o povo.

Meu caro, com você não é diferente, se você faz parte de um contexto denominacional em nossa nação e se depara com injustiças e isso não mexe com você, tome cuidado! Ou você esta sendo conveniente com a indiferença, ou já é um deles que rejeitam ao Senhor.

Todo contexto denominacional no Brasil está condenado? Não posso afirmar isso. Porém me desculpe os críticos, mas eu faço parte do contexto religioso na cidade de Campos dos Goytacazes a 32 anos. Conheço muito dos tipos de liderança que existem entre nós, e que na maioria das vezes buscam beneficiar a si mesmo. Fui punido várias e várias vezes por simplesmente discordar dessas injustiças, e por não me submeter a propostas financeiras imorais que nem penso em comentar com ninguém. Nunca fui convidado a sair da chamada igreja por conta de pecado e sim por que confrontei pecado, por não me vender. E eu é que não sei de que igreja faço parte?

As pessoas estão acostumadas ao seu conforto estrutural, precisam aliviar as suas consciências aos domingos, para que vivam as suas vidas independentes durante a semana. Se esquecem que Deus é tão presente no domingo quanto na quinta feira. Isso é tolerável, isso é viver como igreja?

A igreja verdadeira deve ser aquela que tira cestas básicas do pobre, pois tem que reformar o prédio do encontro dominical? È desse tipode igreja que devo participar?

Ah! já sei! Eu tenho que me iludir achando que sou o Salvador da pátria e que através de minhas atitudes eles vão mudar... Nem o meu Mestre fez isso! Ele simplesmente denunciou, foi expulso do meio deles e seguiu para os pobres e rejeitados da sociedade.

Igreja verdadeira deve ser aquele que prega a injustiça a divisão nos púlpitos ao invés de simplesmente pregar Jesus e esse Crucificado?


Como o irmão Wágner leu esta semana em um de nossos encontros, uma paráfrase de um texto em Atos 2, quero postar aqui também:


O modelo de igreja que o Senhor quer é a que esta em Efésios 5 para isso precisamos voltar a ser a igreja de Atos 2. nos temos a aversão de atos 2 qual delas vivemos neste tempo

“ e a cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”

Enquanto que:

Louvando a Deus

Partiam o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração

Perseverando unânimes todos os dias no templo

Vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um

Todos os criam estavam unidos e tinham tudo em comum

Em cada alma havia temor

Muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e na orações

Deus quer uma igreja que tenha temor - crescimento para cima – temor de Deus, milagres e prodígios acontecem a partir daí.

Crescimento para dentro – v 42, comunhão, perseverança

Igreja que cresça para fora – v 47, louvando a Deus e caindo na graça de todo povo”

Porque vemos isso como Utopia será que é porque nos acomodamos com a aversão desse tipo de igreja?

“ E dia algum era acrescentado pelo Senhor pessoas que iam sendo salvas, (pois na verdade queremos discípulos dedicados a denominação e isso um discípulo não conseguiria suportar.). Enquanto que não louvavam a Deus, Não partilhavam o pão e não eram simples de coração, não perseveraram unânimes dia algum nem no templo ou nas casas, (pois todos os dias no templo ou nas casas? Tá de brincadeira né, eu tenho os meus afazeres!) Todos os que dizem crer não estavam juntos, e nada tinham em comum, em alma alguma havia temor. Prodígios? Sinais? O que é isso?

E não perseveraram na doutrina dos apóslolos (e sim denominacionais), Não partilhavam o pão (somente as más conversações), Não perseveraram na comunhão (pois cada um tem o seu lado individual), Muito menos nas orações (pois orar não é preciso). Esta igreja, nunca caiu na graça do povo, quanto mais de Deus!



Bem, de que Igreja você faz parte?



No amor de Cristo...

Luciano Couto

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Carta de John Wesley a John Trembath (17/08/1760)


John Trembath,

O que tem prejudicado a sua vida no passado e, lamento dizer, até hoje, é a sua negligência quanto à leitura. Negligência tal que, por sua vez, chega a prejudicar até o próprio desejo de ler.

Dificilmente me recordo de um pregador que leia tão pouco. Eis a razão porque seu talento em pregar não aumenta. Você continua pregando como pregava há sete anos; com emoção, porém sem profundidade.

Falta variedade e conteúdo.

A leitura poderá preencher estas lacunas com meditação e oração diária. Você prejudica a si mesmo em omitir tal prática.

Desprezo à leitura impede alguém de ser um pregador maduro. Até para ser um cristão íntegro é mister a leitura adequada. Queira Deus que começasse logo!

Separe uma parte do dia para este exercício. Assim adquirirá o sabor por aquilo que faltava; o que parece monótono no início se tornará com o tempo um prazer.

Com ou sem disposição leia e ore diariamente. É para a sua própria vida; não existe outro caminho.

Faltando isso será para sempre um pregador superficial.

John Wesley
Em 17 de agosto de 1760

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O maior inimigo do pastor


"Eu mereço mais que essas pessoas!"

O maior inimigo do pastor é o orgulho, e ele é especialmente perigoso para jovens pastores (I Tm 3.6). Causas particulares para o orgulho

Dons Públicos. Como seus dons são exercidos publicamente (ao contrário daqueles que são mais privados e não são vistos nos diversos ministérios), eles tendem a ser mais reconhecidos, admirados e louvados.

Status Oficial. Como muitos do povo de Deus respeitam e honram o ofício do pastor (algumas vezes sem se preocupar com quem o faz), você tende a pensar que é você a quem eles honram e respeitam. Antropocentrismo. Quando as pessoas são abençoadas sob seu ministério, elas constantemente atribuirão a benção a você, e não a Deus.

Ideias Mundanas de Liderança. Você se vê “no comando de todas essas pessoas”, ao invés de servo delas.

Inexperiência. É típico da Igreja colocar jovens não testados e inexperientes em posições de alta responsabilidade sem passar pela “escola de duras pancadas da humildade”. Talvez sem nunca terem sido liderados, eles nem sabem liderar também.

Entendimento Ruim do Chamado ao Ministério. Paulo não via o ministério pastoral como um prêmio que ele tinha conquistado. Para Paulo, isso era obra da graça, um presente imerecido, assim como a salvação (Ef 3.8).

As Consequências Pastorais do Orgulho

Se você cai em orgulho, haverá sérias consequências no seu ministério.
Você começará a depender dos seus dons, em vez de depender de Deus.
Você irá se tornar impaciente com seus irmãos menos dotados do seu ministério ou entre os presbíteros.
Você se tornará negligente e insensível com os costumes e tradições do passado.
Você resistirá à critica pessoal e conselhos maduros.
Você ficará descontente e desestimulado porque “eu mereço mais que essas pessoas!”.
Você se considerará acima dos trabalhos pequenos e corriqueiros da congregação.
Você parará de aprender porque, afinal, já sabe mais do que qualquer um. Você pode cair na “condenação do diabo” (I Tm 3.6). A Cura Pessoal do Orgulho
Deixe essas duas frases serem as batidas do coração do seu ministério

1. Eu sou um pecador.

Lembre-se de quem você era (pense nos pecados dos quais você foi liberto)
Lembre-se o que você poderia ser agora (Se Deus não tivesse alcançado você)
Lembre-se de quem você é (desvende seu próprio coração)
Lembre-se de quem você ainda poderia ser (se Deus removesse sua graça contentora)

2. Eu sou um servo

Um servo de Deus (não independente, mas dependente de Deus para liderar, comandar e abençoar)
Um servo do povo de Deus (não seu senhor ou soberano)
Um servo de pecadores (não despreze os não-salvos, mas fique de joelhos por eles)
Um servo dos servos (não concorra com outros pastores, mas sirva-os)
Um servo do Servo (aquele que diz, “Está no meio de vós aquele que serve” e “o servo não é maior que o seu Mestre”).

Por:
DR. DAVID MURRAY
Traduzido por Rafael Bello
Fonte:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Confissão: a força de nossa fraqueza


Por Pedro Arruda.

Cada pessoa tem pontos fortes e pontos fracos, o que é natural a todos. De acordo com a valorização que a sociedade dá a determinada característica, o indivíduo será potencialmente considerado bem-sucedido ou não. Porém, quando nos convertemos, torna-se necessário que tais características sejam submetidas ao Espírito para que o fruto produzido venha da vida de Jesus e não de nossa força natural.

Temos uma tendência natural de exibir os pontos fortes, tentando, consciente ou inconscientemente, impressionar os outros. Se formos mais a fundo, descobriremos que a motivação por trás do show de pontos fortes pode ser nossa tendência ainda maior de esconder os pontos fracos. Em resumo, temos dificuldades em lidar, de maneira adequada, com nossas características.

Entendendo a engrenagem

Uma engrenagem é composta pela intercalação de dentes e vãos para possibilitar o encaixe de outra peça, dando condições ao funcionamento. Uma superfície lisa e plana impede qualquer aderência ou conexão, deixando a peça isolada. Dessa forma, o sistema de engrenagem representa bem o funcionamento que Deus nos propôs, utilizando exatamente o padrão humano de pontos fortes e fracos.

É um equívoco considerar que nossa utilidade ao ministério resume-se apenas aos aspectos em que somos fortes. Ao contrário do que se imagina, nossa força poderá servir-nos de tropeço conforme nos exemplifica Paulo. Com personalidade extremamente determinada e zelosa, como vemos em sua conduta antes da conversão, Deus teve de tratar severamente com sua força. Depois de convertido, ele passou a ser forte nas revelações de Deus e precisou sofrer o “espinho na carne” como medida de segurança para que não se ensoberbecesse. Assim, sentindo a debilidade pessoal, ele pôde permitir a manifestação do poder de Deus, aperfeiçoado exatamente em sua fraqueza. Parece um tanto estranho e ilógico, mas Deus precisa de nossa fraqueza para dar espaço à manifestação de seu poder.

Não é salutar a tendência de valorizar as qualidades naturais antes de passarem por um tratamento do Espírito Santo. Moisés teve de desfazer-se de sua força natural, esperando 40 anos no deserto até que ela se esvaísse. O mesmo ocorreu com Paulo, que curtiu um retiro de 14 anos na Arábia entre a conversão e o início definitivo de seu ministério. Tempo perdido? Não, tempo necessário para a mudança de caráter essencial à nova vida. Ao contrário da força, a fraqueza torna-nos dependentes de Deus por intermédio das pessoas. Assim como Deus condicionou a execução de seu plano à dependência das pessoas, ele espera o mesmo de nós. A fraqueza deve servir de abertura para outros participarem de minha vida, e, quando isso acontece, inevitavelmente, eu participo da vida do outro como num sistema de troca.

É equivocada a ideia de que o pobre necessita do rico para viver. Muitas vezes, pode ser exatamente o oposto, pois, na riqueza do rico, encontra-se a pobreza dos pobres. Jesus disse, com muita propriedade, que o reino de Deus é dos pobres de espírito e não dos ricos. Henri Nouwen nos dá uma definição bastante interessante desse tipo de pobre: aquele que reconhece que tem falta e está disposto a receber. O rico de espírito, ao contrário, já se basta em si mesmo, não havendo espaço, em seu coração, para receber coisa alguma. Nele, não há disposição para reconhecer os erros e os pecados por entender que isso o enfraquece e obriga-o a tomar decisões que não lhe agradam. Assim, inviabiliza até o recebimento do perdão.

A quem confessar

A compatibilidade da pobreza e da fraqueza com o reino de Deus é o contexto no qual situa-se a confissão. Há necessidade de uma disposição honesta para examinarmos a confissão à luz da Palavra de Deus, frente à doutrinação sofrida por esse assunto. Há duas posições clássicas bem distintas. De um lado, os católicos adotam a prática de se ter um confessor – no caso, o padre – que, após ouvir a confissão dos pecados, pronuncia absolvição ao confessante. Em oposição, os protestantes praticam a confissão exclusivamente a Deus, tendo em conta ser o único que pode perdoar pela intermediação de Jesus Cristo entre os homens e Deus.

No entanto, quando examinamos a prática da confissão na Bíblia, verificamos que os confessantes faziam-na por intermédio de homens. Não há confissão impessoal e secreta. Uma única menção de confissão de pecados diretamente a Deus é feita por Davi (Sl 32.5), que, na própria menção, acaba tornando-a pública. Outro exemplo de confissão feita diretamente a Deus é a de intercessores, como Daniel, Jó e outros, mas que dizia respeito ao pecado de outros homens ou da nação à qual pertenciam. A confissão do pecado pessoal era feita a outra pessoa como recomenda Tiago 5.16: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros”.

Jesus, nos dias de sua encarnação, não se valeu da natureza divina para realizar seu ministério. Tudo o que fez foi como homem plenamente obediente à vontade de Deus. Dentre os feitos, um dos mais polêmicos se deu quando disse ao paralítico que fora conduzido à sua presença através do telhado que seus pecados estavam perdoados. Em seguida, curou-o para demonstrar que o “Filho do homem” (ressaltando sua humanidade) tinha “sobre a terra autoridade para perdoar pecados”, desafiando os escribas que o julgavam como blasfemador e diziam que só Deus podia perdoar pecados (Mc 2.1-12). Aqui, como nas outras ocasiões, Jesus não usou de sua prerrogativa de ser Deus, mas agiu como Filho do homem. Dessa forma, ensinou-nos que, pelo Espírito Santo que viria depois, faríamos as mesmas obras e até maiores (Jo 14.12), o que, evidentemente, não excluía perdoar pecados conforme instruiu explicitamente em João 20.23: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos”. Obviamente, nesse caso, não estava dando prerrogativa ao ofendido para reter os pecados de seu ofensor pessoal uma vez que, ao ofendido, só cabe perdoar assim como foi perdoado (Mt 6.12).

O que é andar na luz?

A confissão remete ao perdão, pois, para Deus, em sua grande misericórdia, é uma questão de causa e efeito. Confissão e perdão de pecados estão intimamente ligados à comunhão. Não podia ser diferente, pois a comunhão tem como pré-requisito homens sem pecado, habilitados à moradia do Espírito Santo, que é o agente promotor da vontade de Deus. De acordo com 1 João, comunhão, luz e verdade estão de um mesmo lado, e pecado, mentira e trevas, do outro. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

Andar na luz significa estar visível e exposto, nada escondido. Assim como Deus revelou-se a nós por meio de Jesus, nós também devemos revelar nosso interior. Em outras palavras, devemos ter pessoas, ao nosso lado, que saibam sobre nós tanto quanto nós mesmos. Para estas, tudo deve ser revelado e nada ocultado. Aqui também se aplica a promessa de Jesus de estar presente sempre que dois ou três se reúnam em nome dele (Mt 18.19-20). Contudo, devemos considerar que estar juntos em nome de Jesus, na luz como ele está na luz, significa que os interesses dele são a causa prioritária e não os projetos pessoais. Em decorrência disso, nada pode ser obscuro entre tais pessoas. Ora, a principal causa de Jesus é fazer a vontade do Pai.

A confissão secreta e impessoal, como normalmente é praticada, pode servir de pretexto de chantagem a Satanás, ameaçando desnudar-nos. Com isso, ele pretende enlaçar-nos num acordo tácito pelo qual ele preserva nossos segredos enquanto mantemos nossa vida espiritual do jeito que está. Quando encontramos ambiente para confessarmos com pessoalidade – e o fazemos –, experimentamos o sabor da liberdade. A única coisa que lamentamos é: “Por que não fiz isso antes?”.

Humanamente, a confissão é uma utopia total. É milagre de Deus correspondendo a um ato de fé por excelência de alguém que enfrentou a desconfiança e iniciou o processo. Dispor as minhas fraquezas é abrir a entrada a outros. Nesse caso, a fraqueza é como o vão que serve de espaço ideal para o dente forte da engrenagem do outro. À exposição da fraqueza do outro, ofereço o dente forte de minha engrenagem. Assim, o Espírito Santo conseguirá dar movimento à Igreja para que ela caminhe ao encontro do Senhor. Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Para não produzir efeitos contrários, algumas recomendações de ordem prática:

  • as pessoas que vão compartilhar essa experiência devem equivaler-se em maturidade e ter um compromisso radical com a vontade de Deus;
  • o mais maduro na fé pode receber a confissão de alguém mais novo, mas o contrário não convém;
  • a quantidade de pessoas não deve ser muito ampla para permitir total liberdade, mas não reduzida apenas a uma dupla que faz troca de confidências, para não desembocar em cumplicidade ou consolo humano em detrimento à vontade de Deus. Imagino que o ideal seja mais duas ou três pessoas além do confessante;
  • esses pequenos grupos para confissão não devem ser mistos, mas masculinos ou femininos;
  • a confissão deve ser sempre espontânea e não obrigatória, podendo ser periódica ou quando necessária;
  • a confissão precisa ter caráter de pessoalidade; por isso, o confessante não deve escolher estranhos como confessores, mas alguém que participa de seu cotidiano, possibilitando o acompanhamento;
  • a primeira finalidade da confissão é a liberação do perdão e o acolhimento, seguidos de apoio necessário a uma vida de santidade, em conformidade com a vontade de Deus;
  • o confessante não deve ter a expectativa de ser também um confessor para quem o ouviu, só se for procurado para tal. Ou seja, o fato de alguém confessar não gera obrigação ao que ouviu a confissão de abrir-se reciprocamente;
  • o sigilo deve ser total. Absolutamente nada do que o confessor ouviu em confissão deve ser dito a alguém – nem mesmo ao cônjuge. É um segredo entre o confessante, os confessores e Deus. Sem esse pacto, o campo fica aberto ao inimigo. Mesmo o confessante que, por infelicidade, tenha sido traído em sua confiança não tem o direito de abrir segredos que detenha como confessor, ainda que do próprio traidor;
  • o bom senso para considerar a vontade de Deus deve prevalecer. Essa é uma ação espiritual e, como tal, deve ser considerada; em outras palavras, não se trata apenas de compromisso com pessoas, mas principalmente com Deus. A oração, inexoravelmente, deve fazer parte desse momento.
    Fonte: Grupo News.