domingo, 27 de dezembro de 2009

O Dízimo é Válido na Nova Aliança? parte IV


De Volta ao Catolicismo


Alguns irmãos, que não são necessariamente antinomianos, podem alegar que tudo o que descrevi acima pode ser ensinado sem que pronunciemos esta palavrinha (dízimo) que lhes dá calafrios por causa dos atuais abusos da Igreja institucional. Estes dizem que devemos dar tudo ao Senhor, e não somente os “míseros” 10%. Já ouvi, preguei e tentei praticar isso. Minha conclusão é que, no tocante à contribuições financeiras na Casa de Deus, este é um ensinamento muito abstrato/teórico e pouquíssimo prático.
Historicamente está comprovado que o dízimo não era visto pelos Pais da Igreja como um tributo religioso obrigatório. Clemente de Alexandria e Irineu (sec. II) apelavam aos seus para que, uma vez que estavam livres da Lei, excedessem os 10% do Antigo Pacto. Entretanto, mais tarde Cipriano (sec. III), Orígines (sec. III), Agostinho (sec. IV) e João Crisóstomo (sec. V) reclamavam da “falta de caridade” entre os seus. Cipriano reclama dizendo que se os santos de Atos dos Apóstolos vendiam suas propriedades para ajudar o pobre, os de sua época “sequer davam o décimo de sua renda”. João Crisóstomo faz o mesmo contraste e elogia aqueles de sua congregação que tinham a prática de dizimar.
Portanto, a história nos dá testemunho de que ainda que seja verdade que o discípulo deve consagrar 100% daquilo que têm e não apenas 10% – servindo o Senhor na totalidade de seu tempo e disponibilizando a totalidade de seus bens para a obra de Deus - precisamos ser mais práticos e ensinar, principalmente às novas ovelhas, uma referência tangível de primícias.
Como pastores devemos rejeitar o mercantilismo religioso que a Igreja Capitalista criou em torno do dízimo, transformando um ato de adoração a Deus e misericórdia para com o pobre em uma simples conta de investimento. Entretanto, não podemos nos dar ao luxo de adotarmos uma postura aparentemente “politicamente correta” e não ensinarmos o povo a contribuir financeiramente na Igreja de acordo com a proporção de sua renda, caso contrário estaremos sendo negligentes e pregando um Evangelho parcial. Se quisermos pregar o Evangelho Pleno, precisamos abordar o tema “finanças” e quando o fizermos precisamos ser práticos. Se falharmos ao darmos ao povo de Deus uma referência mais concreta de primícias, voltaremos à prática católica de dar esmolas na Casa de Deus.


sábado, 12 de dezembro de 2009

O Dízimo é Válido na Nova Aliança? Parte III

Então por que Dizimamos?


Antes de nos aprofundarmos nesta questão, tomemos um tempo para ver este vídeo entitulado “A Torta de Deus”:


video

O vídeo é engraçado, mas nos faz pensar. Particularmente, ensino que o dízimo não é obrigatório, mas pode ser usado pela Igreja como uma referência de primícias para que o cristão possa ir além dele, se quiser. E encorajo os discípulos a pelo menos dizimarem pelas seguintes razões:1) Por gratidão, porque separar as primícias para o Reino é mais que nada um ato de honra a Deus e gratidão por aquilo que Ele nos dá, não somente financeiramente, mas todas as bênçãos das quais desfrutamos em nossa vida (família, saúde e outras coisas que o dinheiro não compra). Honrar ao Senhor com as primícias de nossa renda é um princípio eterno (Prov. 3:9,10).2) Para que sejam abençoados, porque de acordo com esta passagem de Provérbios acima e 2 Cor. 9:6-10, Deus é tão bom que, se o honramos com um coração alegre e agradecido, Ele acrescenta ainda mais em nossa vida. É um infinito círculo de gratidão.3) Para que desenvolvam uma consciência e o compromisso com o Reino de Deus, porque ainda que o Templo e os sacerdotes que demandavam o dízimo na Antiga Aliança já passaram, o Templo e os sacerdotes da Nova Aliança são as pessoas que compõe a Igreja. E na Igreja, igualmente há a necessidade de um povo consciente e compromissado que dê generosamente para a manutenção de obreiros em tempo integral quando necessário, para alimentar os pobres, os órfãos, as viúvas e ajudar os endividados em nosso meio. Essas pessoas são as Pedras Vivas (1 Ped. 2:5) que compõe o verdadeiro Templo de Deus, que na Nova Aliança já não é mais feito de alvenaria.4) Para que aprendam a dar de acordo à proporção de sua prosperidade e assim pratiquemos justiça com os pobres, os órfãos, as viúvas, os estrangeiros, e outros necessitados na Casa de Deus.
Jacó dizimou voluntariamente antes que houvesse Lei (Gen. 28:20-22). Assim, o dízimo pode ser usado para nos ajudar na disciplina espiritual de nossas finanças, dando-nos uma referência e um alvo mais concreto para nossas contribuições. E disciplina financeira é tão importante quanto outras disciplinas espirituais com as quais já estamos acostumados, igualmente não obrigatórias: orar, jejuar, ler as Sagradas Escrituras, testemunhar (evangelizar), servir ao próximo com seu tempo, talentos e bens, etc. Absolutamente ninguém na Nova Aliança é obrigado a orar tantas vezes ao dia ou jejuar tantas vezes na semana ou ler tantos capítulos da Bíblia em um dia. Entretanto, espera-se que um cristão maduro espiritualmente faça estas coisas. Ninguém pratica estas disciplinas por obrigação, caso contrário estará vivendo e pregando um Evangelho legalista. Entretanto, espera-se que tais coisas sejam um fruto natural de seu caminhar com Deus.Para os antinomianos (aqueles que têm fobia à “Lei”), “disciplina” pode parecer algo religioso e legalista, mas se não nos disciplinarmos a, por exemplo, orar e ler as Escrituras, faremos de tudo em 24 horas, menos ler a Bíblia e orar. Do mesmo modo, se não nos disciplinarmos na área financeira, vamos fazer como o homem do vídeo que distribuiu as porções da torta naquilo que lhe convinha, mas não teve para dar para Deus (que é o dono da torta).Paulo diz que se um atleta em tudo se disciplina para conquistar uma coroa corruptível, muito mais nós que corremos por uma coroa incorruptível. Qualquer um que ler as declarações de Paulo em 1 Cor. 9:25-27 pelas lentes do antinominianismo pode alegar que Paulo era “legalista” por “esmurrar seu próprio corpo”, mas o apóstolo nos ensina que a vida cristã demanda disciplina.
Continua...
Por: Hugo em...
Fonte: http://paoevinho.wordpress.com/2009/06/23/o-dizimo-e-valido-na-nova-alianca/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Dízimo é Válido na Nova Aliança? Parte II




7) Uma prática antibíblica herdada da Idade Média passou por Lutero (simpático à Igreja Estatal) e se cristalizou entre nós: absolutamente nenhum pastor ou líder espiritual tem o direito de “fiscalizar” as ofertas de seus membros e/ou usar o dízimo como parâmetro para medir a espiritualidade de ninguém.Tal ato se constitui em uma arbitrariedade que contraria o ensinamento bíblico que nos diz que todo ato de caridade deve ser anônimo, algo pessoal entre aquele que oferta e o próprio Deus. E assim, o que nossa mão direita faz, a esquerda não tenha que saber (Mat 6:1-3).
Hoje em dia, a Igreja institucional pede dinheiro ao pobre, ensinando-o que ele tem que dizimar (caso contrário estará roubando a Deus). No entanto, ao invés de ajudar o pobre, investe em propriedades e edifica obras que permanecerão aqui depois que Jesus Cristo voltar. Para justificar tal prática, ensina que Deus um dia pagará com juros tudo aquilo que o fiel investiu na instituição religiosa. Ainda que seja verdade que Deus abençoa aquele que semeia de forma abundante, este é somente um lado da verdade. No Novo Testamento os necessitados eram abençoados por Deus por meio da Igreja, com os fundos provenientes das doações. Infelizmente, o dízimo da forma em que é ensinado e praticado na Igreja denominacional oprime o pobre, pois a Igreja somente ensina que Deus abençoará o pobre de alguma forma, em algum dia, mas recusa-se a ser parte deste processo. Assim , o evangelho deixou de ser as boas novas ao pobre (Lucas 4:18) para se tornar uma forma de opressão ao pobre. É nada mais que um imposto religioso que herdamos da Igreja Estatal da Idade Média.


Continua...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Dízimo é Válido na Nova Aliança?




Dízimo está mais do que nunca em evidência, tanto por aqueles que pregam sua obrigatoriedade quanto por aqueles que defendem que o dízimo é um preceito da Antiga Aliança. Penso que absolutamente nenhum cristão maduro é contra a prática de contribuir financeiramente na obra de Deus. Tenho absoluta certeza de que tanto os irmãos pró-dízimo quanto os irmãos anti-dízimo estão de acordo que devemos aprender a honrar a Deus com nossas finanças. O ponto em questão é se há uma porcentagem fixa (10%) e se esta doação é obrigatória na Nova Aliança.


Dízimo não é Imposto
Antes de mais nada, devo esclarecer que não sou contra a prática de dizimar, mas me desfiz de todo tabú acerca deste tema. Não ensino sobre o dízimo como se faz na Igreja institucional pelas seguintes razões:
1) Não há nenhuma evidência bíblica que demonstre que a Igreja gentílica praticava o dízimo como um mandamento. O dízimo, como concebido na Antiga Aliança, servia para o sustento do Templo, dos sacerdotes e dos levitas. Com o fim desta Aliança, a obrigatoriedade do dízimo igualmente acabou. A Igreja gentílica neotestamentária não possuia sacerdotes, levitas ou templos. Justamente por isso, sempre que Paulo ensina sobre finanças na Igreja, fala em termos de doações voluntárias (2 Cor. 9). Portanto, o dízimo na Nova Aliança não pode ser visto como um imposto religioso.
2) Há indícios históricos de que o dízimo deixou de ser um pagamento obrigatório com o fim da Antiga Aliança na maioria absoluta das Igrejas. Irineu, Orígenes, Justino Martir, Tertuliano, Cipriano, João Crisóstomo e outros cristãos dos séculos II ao V – cujos registros compõe a história da Igreja – nos falam somente de contribuições voluntárias na comunhão dos santos. Somente no século VI, no Sínodo de Mâcon (582), é que o dízimo começou a ser ensinado como algo obrigatório (quando se adotou a infame Teologia do Paralelismo entre a Igreja e o sistema sacerdotal/levítico veterotestamentário) e um milênio mais tarde – no Concílio de Trento – ganhou força de lei cujo não cumprimento seria punido com a excomunhão.
3) Algumas igrejas do Oriente dizimavam por obrigação porque interpretavam que o diálogo entre Jesus e o jovem rico (Lucas 18:18-24) ensinava a “generosidade sacrifícial”. Em primeiro lugar, Jesus não pediu o dízimo ao jovem rico (o que suspostamente já praticava) e sim que vendesse a totalidade de seus bens e desse aos pobres (Jesus o testava porque o amor ao dinheiro era seu problema). Em segundo lugar, Deus não está interessado em ofertas feitas por obrigação. Em 2 Cor. 9:7, a palavra traduzida (ou mal traduzida) como “necessidade” é αναγκη (anagke) que na verdade quer dizer “obrigação“. Portanto, o versículo diz que “cada um deve dar conforme tiver proposto em seu coração, não por tristeza ou OBRIGAÇÃO, porque Deus ama quem dá com alegria“.
4) Alguns alegam que o dízimo transcende a Lei porque veio antes da Lei (com Abraão e Jacó). Se estamos falando do dízimo voluntário, concordo em gênero, número e grau, porque tanto Abraão quanto Jacó dizimaram voluntariamente. Mas afirmar que o dízimo é obrigatório mesmo com o fim da Antiga Aliança, porque o dízimo precede a Lei, coloca a Igreja gentílica em maus lençois. O descanso sabático também aparece antes da Lei, já na primeira semana da Criação, e no entanto poucos advogam a favor de sua obrigatoriedade, com excessão de algumas seitas sabatistas. Do mesmo modo, a circuncisão precede a Lei (Gen 17:10). Portanto, adotemos um peso e uma medida na interpretação da Antiga Aliança: ou todos os preceitos do Antigo Testamento (como o dízimo, a circuncisão e o descanso sabático) são obrigatórios, ou a obrigatoriedade destas coisas caducou com o fim da Antiga Aliança.
5) A Antiga Aliança estabelecia 3 tipos de dízimos (Lev. 27:30-33, Num. 18:21-31 e Deut. 14:22-27 – este último a cada 3 anos). Quem ler estas Escrituras com atenção, verá que Israel tinha que dizimar 23.3% de sua renda anualmente e não somente 10%. Portanto, se vamos praticar o dízimo de acordo com a Lei, devemos ser coerentes e cumprí-la em sua totalidade. Ou damos voluntariamente ou adotamos todo o pacote mosáico.
6) Importante ressaltar também que o dízimo da Antiga Aliança nunca era pago em dinheiro, mas com lã (Deut. 18:4) e com comida (repare nas palavras de Jesus aos fariseus em Mt. 23:23). O argumento de que isso se dava porque na época não havia moeda é falso, pois o dízimo de Deut. 14:22-27 envolvia venda e compra – portanto os israelitas já dispunham de alguma moeda. O dízimo da Lei equivalia às primícias da lã da tosquia das ovelhas e dos primeiros frutos da colheita, portanto, somente os donos de rebanhos e de terras eram obrigados a dizimar. O pobre dava voluntariamente, mas não era obrigado a dizimar. Pelo contrário, o pobre colhia as sobras da colheita dos donos de terras (Dt. 24:19-21) e se beneficiava dos dízimos dos mais prósperos (Dt 26:12-13). Jesus e seus apóstolos não dizimavam, pois não eram donos de terras ou de rebanhos (eles eram considerados pobres e inclusivem se benefeciavam da Lei das sobras da colheita – Mateus 12:1-2). Portanto, a maioria daqueles que usam Malaquias 3:9-10 para ensinar sobre o dízimo, chamando o pobre que não dizima de ladrão, não tem a menor idéia daquilo que está falando. Quem obriga o pobre a dizimar, de forma legalista, não pratica o dízimo nem da Antiga e nem da Nova Aliança.
A adição é a expressão "o dízimo da Antiga Aliança nunca era pago em dinheiro, mas com lã (Deut. 18:4) e com comida" e também "O dízimo da Lei equivalia às primícias da lã da tosquia das ovelhas e dos primeiros frutos da colheita, portanto, somente os donos de rebanhos e de terras eram obrigados a dizimar" e, por último "Jesus e seus apóstolos não dizimavam, pois não eram donos de terras ou de rebanhos."


Continua....
Por : Hugo...

A Evolução do Institucionalismo Cristão

No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja se mudou para a Grécia, onde tornou-se uma filosofia.
Depois, mudou-se para Roma, onde se tornou uma instituição.
Em seguida, foi à Europa e se tornou uma cultura.
E, finalmente, chegou à América e se tornou um negócio.



por Hugo

http://paoevinho.wordpress.com/2009/08/05/a-evolucao-do-instituicionalismo-cristao/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

2 ou 3, onde?








"Jesus disse que onde 2 ou 3 estiverem reunidos em seu nome, ele lá estaria." Mt 18.20
Jesus seria a 4ª pessoa naquela reunião.
Jesus seria a visita especial.
Ali Ele segredaria o que não pode dizer pessoalmente. Paulo disse que só com os demais irmãos é possível conhecer o amor de Cristo, em toda a sua dimensão. Ef 3.18
Alguns têm entendido que essa reunião é o fim de toda a formalização, a comprovação de que nunca precisamos de formalização alguma.
Mas, o que é reunir em torno de Jesus?
Jesus instituiu como reunião em torno dele a reunião em torno da ceia do Senhor.
Jesus disse que toda a vez que comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, o anunciaríamos, até que ele volte. 1 Co 11.26
É em torno da ceia do Senhor que nos reunimos em nome do Senhor.
Isso é formalização: tem hora, tem maneira e tem lugar. E é seríssima, pois Paulo disse que, dependendo da forma como participamos da ceia, podemos sofrer consequências, inclusive morrer mais cedo. Logo, também tem liturgia. 1 Co 11.27-30
Então, reunir-se em nome de Jesus é reunir-se em torno da ceia.
Lá anunciamos o perdão com o que somos perdoados e com que perdoamos.
Lá anunciamos a ressurreição, o poder pelo qual vivemos.
Lá o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Lá é a reunião da Igreja!
Todas as reuniões só serão da igreja se o forem em torno da mesa, mesmo que a mesa não seja arrumada para aquele dia.
A mesa da ceia é a mesa da comunhão. Lá nasceu a Igreja e lá ela é mantida.

domingo, 29 de novembro de 2009

Rio Eufrates sofre há dois anos com seca e poderá desaparecer do Iraque





Apocalipse 9:14
A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
Apocalipse 16:12
¶ E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.



Rio Eufrates sofre há dois anos com seca e poderá desaparecer do Iraque

Campbell Robertson Em Jubaish (Iraque)
Por todos os pântanos, os coletores de junco, pisando em terra por onde antes flutuavam, gritavam para os visitantes em um barco de passagem."Maaku mai!" eles gritavam, erguendo suas foices enferrujadas. "Não há água!"O Eufrates está secando. Estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria; dois anos de seca e anos de uso inadequado pelo Iraque e seus agricultores, o rio está significativamente menor do que há apenas poucos anos. Algumas autoridades temem que em breve poderá ser a metade do que era.O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.
Menino ajoelha-se na lama que restou do rio Eufrates perto da aldeia de Jubaish, no IraqueOs pobres sofrem mais agudamente, mas todos os estratos sociais estão sentindo os efeitos: xeques, diplomatas e até membros do Parlamento que se retiram para suas fazendas após semanas em Bagdá.Ao longo do rio, os campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. Os canais encolheram para ribeirões rasos e os barcos de pesca ficam encalhados na terra seca. Bombas que visavam alimentar as usinas de tratamento de água balançam inutilmente sobre poças marrons."Os velhos dizem que é o pior de que se recordam", disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café à beira do rio cheio de colegas ociosos. "Eu estou dependendo das graças de Deus."A seca é grande por todo o Iraque. A área cultivada com trigo e cevada no norte alimentado pela chuva caiu cerca de 95% do habitual, e os pomares de tâmaras e laranjas do leste estão ressecados. Por dois anos as chuvas estão muito abaixo do normal, deixando reservatórios secos. As autoridades americanas preveem que a produção de trigo e cevada será pouco mais da metade daquela de dois anos atrás.É uma crise que ameaça as raízes da identidade do Iraque, não apenas como a terra entre dois rios, mas como uma nação que já foi a maior exportadora de tâmaras do mundo, que antes fornecia cevada para a cerveja alemã e que tem orgulho patriótico de seu caro arroz âmbar.Agora o Iraque está importando mais e mais grãos. Os produtores rurais ao longo do Eufrates dizem, com raiva e desespero, que terão que abandonar o arroz âmbar por variedades mais baratas.As secas não são raras no Iraque, apesar das autoridades dizerem que nos últimos anos estão ocorrendo com maior frequência. Mas a seca é apenas parte do que está sufocando o Eufrates e seu irmão gêmeo maior e mais saudável, o Tigre.Os culpados citados com maior frequência são os governos turco e sírio. O Iraque tem muita água, mas é um país que está corrente abaixo. Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades de água iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo iraquiano fica reduzido a implorar por água junto aos seus vizinhos.Em uma conferência em Bagdá -na qual os participantes beberam água engarrafada da Arábia Saudita, um país com uma fração da água doce do Iraque- as autoridades falavam em desastre."Nós temos uma sede real no Iraque", disse Ali Baban, o ministro do Planejamento. "Nossa agricultura vai morrer, nossas cidades vão definhar e nenhum Estado pode ficar quieto em uma situação dessas."Recentemente, o ministério da água anunciou que a Turquia dobrou o fluxo de água para o Eufrates, salvando o período de plantio de arroz em algumas áreas.A medida aumentou o fluxo de água em cerca de 60% de sua média, apenas o suficiente para atender metade das necessidades de irrigação para a estação de arroz. Apesar da Turquia ter concordado em manter o fluxo e até aumentá-lo, não há compromisso que exija que o país o faça.Com o Eufrates exibindo poucos sinais de melhora da saúde, a amargura em torno da água do Iraque ameaça se transformar em fonte de tensão por meses, ou até mesmo anos, entre o Iraque e seus vizinhos. Muitas autoridades americanas, turcas e até mesmo iraquianas, desdenhando as acusações como postura de ano eleitoral, disseram que o problema real está nas deploráveis políticas de gestão de águas do próprio Iraque."Costumava haver água por toda a parte", disse Abduredha Joda, 40 anos, sentando em sua choupana de junco em um terreno seco e rochoso fora de Karbala. Joda, que descreve sua situação difícil com um sorriso cansado, cresceu perto de Basra, mas fugiu para Bagdá quando Saddam Hussein drenou os grandes pântanos do sul do Iraque em retaliação pelo levante xiita de 1991. Ele chegou a Karbala em 2004 para pescar e criar búfalos d'água nos ricos alagadiços que o lembravam de seu lar. "Neste ano é apenas um deserto", ele disse.Ao longo do rio, não há falta de ressentimento em relação aos turcos e sírios. Mas também há ressentimento contra os americanos, curdos, iranianos e o governo iraquiano, todos eles responsabilizados. A escassez transforma todos em inimigos.As áreas sunitas rio acima parecem ter água suficiente, observou Joda, um comentário cheio de implicações.As autoridades dizem que nada melhorará se o Iraque não tratar seriamente de suas próprias políticas de água e de sua história de má gestão de águas. Canais que vazam e práticas de irrigação perdulárias desperdiçam água, e a má drenagem deixa os campos tão salgados com a evaporação da água que mulheres e crianças escavam imensos montes brancos das piscinas de água de rolamento.Em uma manhã escaldante em Diwaniya, Bashia Mohammed, 60 anos, trabalhava em uma piscina de drenagem ao lado da estrada colhendo sal, a única fonte de renda de sua família, agora que sua plantação de arroz secou. Mas a fazenda morta não era a crise real."Não há água do rio para bebermos", ela disse, se referindo ao canal que flui do Eufrates. "Agora está totalmente seco e contém água de esgoto. Eles cavam poços, mas às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Todos meus filhos estão doentes por causa da água."No sudeste, onde o Eufrates se aproxima do fim de sua jornada de 2.784 quilômetros e se mistura com as águas menos salgadas do Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico, a situação é grave. Os pântanos de lá, que foram intencionalmente reinundados em 2003, resgatando a cultura antiga dos árabes do pântano, estão secando novamente. Os carneiros pastam em terras no meio do rio.Os produtores rurais, coletores de junco e criadores de búfalos continuam trabalhando, mas dizem que não poderão continuar se a água permanecer assim."O próximo inverno será a última chance", disse Hashem Hilead Shehi, um agricultor de 73 anos que vive em uma aldeia seca a oeste dos pântanos. "Se não conseguirmos plantar, então todas as famílias terão que partir."Amir A. al-Obeidi, Mohammed Hussein e Abeer Mohammed contribuíram com reportagem.Tradução: George El Khouri Andolfato

TEXTOS BÍBLICOS QUE INCOMODAM




Sinto na alma, a cada dia, a dificuldade que é ser um cristão. O padrão que Jesus espera de mim nem sempre vai de encontro aos meus anseios e vontades. Confesso que há certas coisas difíceis de praticar, e imagino que a caminhada se tornaria mais “fácil” se alguns versos fossem simplesmente suprimidos da Bíblia. Eles me deixam perplexo, constrangem, expõem minhas fragilidades, e alguns conceitos que emanam deles parece não funcionar na prática.

Como é possível a Bíblia afirmar que “os mansos herdarão a terra” (Mt 5.5), se estamos vendo que quem conquista, vence e manda, são os fortes, os guerreiros e os que detém as armas?

Como concordar com a parábola em que o trabalhador da última hora recebe ao entardecer o mesmo salário de quem malhou duro o dia inteiro (Mt 20)?

E a matemática divina, então? Deixar noventa e nove ovelhas no deserto, à mercê dos lobos, para ir atrás de uma só ovelha desgarrada? Deixa-a ir embora. Quem sabe ela não fosse uma desajustada que não merecia estar junto ao rebanho.

Uma viúva pobre vai, deposita duas moedinhas no gazofilácio e Jesus afirma que ela ofertou mais que todos os “graúdões” cheios de posses (Lc 21.3). Se eu for aplicar isso em minha igreja, não terei dinheiro para pagar sequer a conta de luz no próximo mês.

O corretivo que Jesus usa parece depor contra o bom senso: um filho vai embora de casa, vive dissolutamente desperdiçando todos os seus bens, retorna de mãos vazias, e ainda “ganha” uma festa (Lc 15.25). O irmão, que permaneceu na casa teve de trabalhar em dobro durante a sua ausência, e parece que não recebeu nada por isso.

Amo a minha família, amo meus irmãos, tenho prazer em estar com os amigos. Mas vem Jesus e diz que eu não estou fazendo nada demais, pois até os incrédulos fazem o mesmo. O que Ele quer afinal? Que eu demonstre amor aos inimigos e abençoe quem me persegue? Acreditem: é exatamente isso que Ele deseja (Mt 5.43-48)! Isso é demais!

Até aqui falei como tolo. Jesus incomoda e vai continuar incomodando sempre. Por vezes agimos como o povo geraseno, que perturbados com a presença Dele, rogaram-lhe educadamente que se retirasse daquelas terras (Mc 5.17). Pretendemos afastar Jesus de tudo aquilo que Ele pode “atrapalhar”. Afinal, temos nossa vida, nossa visão, nossa maneira de pensar.

Todavia, a “loucura” do Evangelho é a nossa cura. É a verdadeira forma de encarar a vida. Quem ousar mergulhar de cabeça compreenderá, quem se arriscar verá. Aquele que aceita o Evangelho como o único modo de vida que vale a pena viver, faz como o homem que encontrou um tesouro oculto no campo, e transbordante de alegria, vai vende tudo o que tem e compra aquele campo. É preciso arriscar tudo… não há meia aposta.

O Evangelho abre a nossa mente e nos dá novos olhos. E lendo a Bíblia com esses olhos percebo que os mansos não haverão de conquistar a terra, mas a receberão do Senhor, como herança, pois só Aquele que possui todas as coisas pode herdar aos seus filhos.

O trabalhador da última hora, assim como todos aqueles que encontram o amor Divino, ainda que tardiamente, também experimentarão da bondade do Pai. Para o Supremo Pastor, uma só ovelha é tão digna de ser salva, que Ele deixaria tudo para alcançar este “único”, que sou eu e é você. A viúva pobre ofertou mais do que os outros porque eles deram do que sobrava, ela deu tudo o que tinha. O filho mais moço foi recebido de volta pelo pai porque Ele jamais nos trata segundo as nossas transgressões, entretanto rasga as cadernetas dos “justos”, com suas anotações de cobrança.

Realmente há textos que incomodam, mas ao invés de tirá-los da Bíblia, devemos vive-los, pois é justamente onde eles “pegam” que precisamos ser curados. Pense nisto.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Verdade Praticada: Disciplina Na Igreja






Por: Mike Indest





A motivação da disciplina
Uma das muitas características do nosso Salvador é o Seu desejo de que todos os Seus filhos andem na verdade. Seu amor por nós é demonstrado de várias maneiras: Ele deu Sua vida por nós, Ele nos salvou, Ele nos transformou, Ele nos deu poderes, Ele vive em nós, Ele nos guia, nos ensina e, também, nos disciplina. Tudo é motivado por Seu amor por Seus filhos. Considere a declaração de Apocalipse 3:19: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te”.
Essa disciplina fruto do amor é o desejo do Pai de que Seus filhos conheçam a verdade e que andem nela. Esse amor é o reconhecimento de que Deus conhece o melhor e o deseja para seus filhos. É o reconhecimento de que nós enxergamos através uma lente opaca e que tomamos decisões egoístas, que acarretam muitas vezes terríveis conseqüências para nossas vidas. Desde que o Pai enviou o Filho para nos dar vida (e vida em abundância), nós precisamos de correções, de direção e de disciplina, as quais Ele amorosamente provê.
O amor do Pai expresso em disciplina é explicado em Hebreus 12:4-11:
“Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado; e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados”.
A obra de Baker, Evangelical Dictionary of Biblical Theology (Dicionário Evangélico de Teologia Bíblica) esclarece que “a noção de disciplina de Deus e, eventualmente, o conceito da comunidade e de seus líderes afetando a disciplina de Deus, derivam da noção de disciplina doméstica (Deuteronômio 21:18-21, Provérbios 22:15 e 23:13). Deus é retratado como um pai que guia a seus filhos... A noção de disciplina como castigo familiar permanece no Novo Testamento (Efésios 6:4, 2 Timóteo 2:25, Hebreus 12:5-11)”.

fonte: http://www.ntrf.org/portuguese/disciplina-na-igreja.php

CONTINUA...

sábado, 21 de novembro de 2009

Fora da igreja não há salvação?




Publicado em 28/04/09 às 18:10

POR: Lourenço Stelio Rega, no SITE da SEPAL



Essa frase pode estar buscando revelar o cuidado que devemos ter para mantermos ‘mãos limpas e coração puro’ em nossa adoração Esta frase foi dita por Cipriano de Cartago no terceiro século de nossa era e acabou se tornando dogma na Igreja Católica Romana, mas creio que tem sido adotada por muitas igrejas e denominações evangélicas. Neste caso, o sentido da frase até pode ser ampliado para "Fora da igreja não há Cristianismo!" implicando, entre outras coisas, em que Cristianismo e igreja sejam a mesma coisa. Em primeiro lugar é preciso deixar claro que a existência da igreja não pode ser colocada em dúvida, mas isso não significa que ela deva ser um fim em si mesma e, creio, que é isso que tem acontecido em alguns casos. Pois quando entendemos que textos como "buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça (Mt.6:33) são interpretados como "buscar em primeiro lugar as atividades e ocupações na igreja" estamos reduzindo o reino de Deus e o Cristianismo às atividades eclesiásticas em vez de considerarmos a igreja como um meio que Deus instituiu para ser um ambiente fértil para o desenvolvimento da vida cristã, da piedade, da capacitação do crente para ser cristão no mundo e desenvolver os seus dons de serviço. Também um meio para ser uma comunidade terapêutica, de capacitação na compreensão da vida, das doutrinas, da Bíblia, uma comunidade – a família de Deus, etc. Transformamos a igreja num fim em si mesma quando entendemos que a vida cristã se resume em atividades e mais atividades freneticamente desenvolvidas no domingo, que deveria ser um dia de celebração, descanso e passa a ser "dia do cansaço" e da agitação, como se o Cristianismo de sete dias pudesse ser vivido apenas em um dia. Mesmo porque igreja passou a ser um lugar, um estatuto, um organograma, em vez de pessoas pelas quais Cristo morreu na cruz. Sem dúvida o estatuto, o organograma são necessários, mas também são meios e não fins. A igreja de Jesus Cristo é um meio, um instrumento para levar o evangelho ao mundo, para capacitar os salvos à vida em comunhão e lealdade ao Senhor. A igreja não pode ser confundida com o reino de Deus, mas deve ser considerada um instrumento de Deus para seu reino, dando ao crente condições para viver o reino no mundo, no seu dia-a-dia, como cristão. E ser cristão não é só pregar que Cristo salva, mas viver a salvação que Cristo nos dá. Quando a igreja se considera um fim em si mesma acaba nutrindo a entropia, fechando-se em torno de sua própria existência. Não sendo sinérgica, deixa de cumprir a sua missão integral que tem como ponto de partida levar cada pessoa a viver para a glória de Deus. Lourenço Stelio Rega é teologo, educador e escritor.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Billy Graham: “Precisamos desfazer de muita gente na Igreja”




De acordo com Billy Graham, uma minoria dedicada causa mais estragos no Império das Trevas do que uma maioria acomodada. O texto abaixo foi extraído de uma mensagem pregada no 19 de junho de 1969, no Madison Square Garden, Nova York, em um país de maioria protestante.


que precisamos nos Estados Unidos é nos desfazermos de muita gente que temos na Igreja.
Creio que poderíamos fazer muito melhor trabalho se fôssemos discípulos dedicados e disciplinados como havia na Igreja primitiva.
É preciso ter disciplina para levantar uma hora mais cedo para estudar a Bíblia. É preciso ter disciplina para desligar a televisão à noite uma hora mais cedo para gastá-la em oração.
Julgo ser uma boa coisa o fato de os cristãos se tornarem minoria. Foi assim que a Igreja primitiva virou o mundo de cabeça para baixo. Creio que temos sido numerosos demais. Temos nos estorvado uns aos outros e não temos tido disciplina e dedicação.
O que precisamos é de uma minoria dedicada para transformar este país e o mundo.


Por: Hugo



Obs: Só nos EUA?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não Quero mais ser evangélico





Por Ariovaldo Ramos


"Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do "Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil". Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro. Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por "profissionais da fé". Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter. Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada. Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso". Para que os títulos: "pastor", "reverendo", "bispo", "apóstolo", o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra! Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "instruí-vos uns aos outros" (Cl 3. 16). Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem.

Obs.:Felizmente ainda existem "cabeças pensantes" nesse Brasil como o Pastor Ariovaldo Ramos e tantos outros que não se deixaram ser massa de manobra do "evangelicalismo triunfante" pregado insistentemente por profetas de meia tigela que só fizeram estragar a mente de muitos "crentes" que hoje em dia só repetem idéias vendidas por eles.Assim como não perdi a fé da volta de Cristo, não perdi a fé de viver um cristianismo genuíno....doa a quem doer!


Fonte:

http://www.lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=viewnews&id=12

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ONDE NASCE CRISTIANISMO? E DEBAIXO DE QUAL ESPÍRITO (mentalidade)?




“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento.” Palavras de Yahweh Adonai.

A religião dos romanos foi formada pela MESCLAGEM de religiões de outros povos subjugados em seu vasto império. Havia de tudo: culto aos mortos, antepassados, culto a natureza: sol, lua, vento, ar, água, fogo, etc; Ritos de fertilidade ( dos quais saíram os nossos conhecidos Nephilins = gigantes em Gn.6.4); Sacrifícios humanos e de animais, culto astral e cósmico, e por aí vai.
Essa civilização nasceu da invasão dos Etruscos na região do Lácio, onde havia povos que tinham suas próprias crenças: cultivavam culto do fogo (as vestais), tinham deuses de origem astral (Júpiter), davam importância ao formalismo ritual e tendências animistas. Ora, os romanos antigos não tinham imagens de seus deuses e nem templos, esses vieram com o domínio dos reis etruscos e influência dos gregos.
Com a queda dos reis etruscos, uma onda democrática sacudiu Roma, forçando as portas para admissão de novos cultos mais ricos em conteúdos e mais promissores.
Nota: este momento se dá bem antes ao nascimento de Cristo. Uns 2 séculos antes.
Com o domínio de vários outros povos os romanos adotaram deuses estrangeiros que se mostravam mais sensíveis aos problemas humanos. Porém a novidade religiosa na época do Império é a invasão dos deuses da Síria, os Baals locais. A confluência de todas estas correntes religiosas levou o imperador Aureliano a promover um sincretismo religioso que, satisfazendo os espíritos, pusesse certa ordem nos pensamentos dos romanos.
João Batista e Jesus começaram a pregar a vinda do Reino de Deus nessa situação religiosa no Império romano. Não sei se vocês tem idéia, mas ao mesmo tempo que Jesus estava ensinando nos montes, nas ruas e em qualquer lugar. Nesse mesmo local havia profetas do budismo, do gnosticismo, os sacerdotes judaicos e a leva de uma infinidade de sacerdotes de várias religiões do império. Era Jesus falando de um lado: “arrependei-vos pois o Reino de Deus é chegado a vós” e um gnóstico do outro: “não há pecado, pois a necessidade sentimental de redenção torna-se uma exigência metafísica, que deve ser atendida ideologicamente.” Era uma guerra espiritual constante, e Jesus teve que provar, com demonstrações de Poder, que Ele é o filho de Deus e um com o Pai.

Como sabemos, uns 3 séculos depois de Jesus, o cristianismo se integrou ao Estado romano e o Estado romano fez do cristianismo sua religião oficial. Em meio a isso havia irmãos nossos fiéis em sua fé que não se curvaram a mentalidade e crenças (forma de ver a divindade) do Estado romano, mas muitos sim… a maioria.
E que crenças eram estas? Crenças que nos acompanharam até hoje, e que estão inseridas em nossas vidas e na igreja.
Segue um breve trecho de um livro que estou lendo:

“O estado romano era visto como uma divindade, algo supremo. O homem romano sente-se como um elemento ativo e responsável pela existência grandeza de Roma (ou seja, da divindade). Ele não é um mero servidor da divindade, pois ajudou a construir Roma. Por isso ele se sente com direito a determinar a natureza e os atributos da divindade, a exigir dela favores e benefícios bem explícitos. Roma é um numem (algo maravilhoso, divino) que foi criado pelo espírito do homem romano. Daí, os magistrados criam dogmas e os imperadores se julgam seres divinos… o homem do povo talvez não participe desta mentalidade; mas o homem que pertence a uma família tradicional, ou se promoveu com mérito militar e político, está consciente de que é portador de um direito próprio, que ele pode reivindicar perante o Estado e a Divindade. Os deuses devem proceder de modo justo e cumprir a sua parte nos contratos com os homens, pois se não, serão abandonados pelos homens. Os romanos sabem que o Estado (divindade) depende deles, e que ele depende do Estado.”
(PIAZZA, Waldomiro. A religião dos romanos, in Religiões da Humanidade. Ed.layolla. 1993. pág. 168,169).

Nós viemos desta mentalidade:

“O Estado Romano é uma divindade” Þ A igreja cristã foi inserida no Estado romano, a igreja e o Estado Romano era uma coisa só. O culto, propriamente dito, não era apenas (se era de fato) dedicado a Deus, mas sim dedicado a instituição (Estado/Igreja). Passamos a enxergar a instituição como sendo o próprio Deus, infalível, quando a Bíblia fala que a Igreja de Jesus são os remidos e justificados pela fé em Cristo. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Rm. 3:24.

“O homem romano sente-se como um elemento ativo e responsável pela existência e grandeza de Roma. Ele não é um mero servidor da divindade, pois ajudou a construir Roma.” Þ A igreja deixou de servir aos interesses do Noivo, para servir aos interesses da riqueza da própria instituição e da riqueza do Estado. O homem líder/eclesiástico (se este for o termo certo da palavra) se viu como criador da Igreja, e sabemos que a Igreja foi instituída pelo sacrifício de sangue de Jesus e o cumprimento de sua ordem. Deixamos de nos ver como servos de Deus, e passamos a nos ver como sócios, como merecedores do favor imerecido. Como merecedores de suas bênçãos. Essa é a nossa tendência, pois é a nossa herança cultural e religiosa.
Pelo o homem se ver como criador da Igreja “…ele se sente com direito a determinar a natureza e os atributos da divindade, a exigir dela favores e benefícios bem explícitos”. Nossa mentalidade nasceu com o desenvolvimento desta idéia: de que o homem pode manipular a vontade de Deus, é um direito nosso. Vemos isso claramente no passado e vemos isso hoje, em nossos cultos (em congregações, lares, praças, onde for), pois adquirimos isso com o passar do tempo. Notem, que isso não é algo distante, é nossa herança, nós recebemos isso, não só do catolicismo,mas de antes… nós viemos disso! Por muitas vezes determinamos qual é a vontade de Deus para muitas coisas, para o proveito próprio, como líderes, irmãos, amigos, pastores, anciãos, profetas, mestres e sacerdotes. Se algo está nos favorecendo, deixa como está, independente se for a vontade de Deus ou não. Quantos de nós fazemos isso!!?? Quantas instituições não fazem isso!? Lembrem-se, nós viemos disso!

“Roma é um numem (algo maravilhoso, divino) que foi criado pelo espírito do homem romano. Daí, os magistrados (sacerdotes) criam dogmas e os imperadores se julgam seres divinos…” Þ nascemos de uma cultura religiosa, em que os sacerdotes (líderes) se julgavam como Deus, tinham direitos e regalias divinas, sendo assim, sua palavra era a vontade de Deus sem questionamentos, suas leis, pensamentos e doutrinas tinham que ser seguidos a risca! “Eu criei essa instituição, que se faça a minha vontade!”, esse é o pensamento que nos assombra ainda hoje, pois a iniqüidade vai se multiplicando e participamos dela, e nos curvamos a ela.
Essa herança traz consigo uma consciência ao homem sacerdote “de que é portador de um direito próprio, que ele pode reivindicar perante o Estado e a Divindade. Os deuses devem proceder de modo justo e cumprir a sua parte nos contratos com os homens, pois senão, serão abandonados pelos homens”. É um contrato: “Faz sua parte aí em cima, que eu faço a minha aqui em baixo”. Nós viemos dessa mentalidade. De precisar de Deus só quando nos convém, só quando é necessário. Cadê o amor? A intimidade? Não há espaço para isso de onde nós viemos, pois… “O homem romano sabe que o Estado (também uma divindade) depende dele, e que ele depende do Estado.” Sabemos que a Igreja cristã e o Estado romano se tornaram uma coisa só. Roma foi a única cultura que não separava o Estado da religião. E nós nascemos e viemos disso. “Nós dependemos de Deus, mas também Deus depende de nós”.

Esta é a mentalidade que por séculos adquirimos e andamos nela, é essa mentalidade que vem combatendo a base da obra de Jesus, é essa mentalidade que por séculos desvirtuou/desviou o Corpo de Cristo, a Noiva do Cordeiro para um caminho de legalismo, afastamento da liberdade em Cristo e o não cumprimento do Propósito Eterno de Deus. Um caminho que nos leva a Babilônia e não a nova Jerusalém.
Pelo que me consta, nunca foi da vontade de Jesus mesclar o seu Reino com o Reino romano, isso foi uma sugestão do Adversário (Lúcifer) que acataram direitinho, e que acatamos até hoje pela nossa permanência nessa mentalidade. Que possamos nos desvincular de Roma, pois o próprio Mestre disse: “Dei a César o que é de César; e a Deus o que é de Deus!” Lc. 20:25. Não era do intento Dele essa mistura.

Voltemos ao puro cristianismo fundado por Jesus e sendo estabelecido pela doutrina dos Apóstolos e dos santos e fiéis que morreram por essa causa!

Clamemos ao Senhor para que Ele arranque de uma vez por todas a mentalidade romana de nossas congregações, cultos, líderes, e da Igreja.

Quando falo Igreja, estou falando de você e de mim.

“Rogo-vos pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm. 12:1,2.

“E isto digo, conhecendo o tempo, é já hora de despertarmos do sono;…” Rm.13:11a.
Em amor...
POR... discípulo Diego

Noticias de Barra da Estiva - Batismos‏














Amados irmãos, Parceiros na Ação Missionária,
Segue abaixo Noticias de Barra da Estiva-BA.
veja o que sua Parceria tem Proporcionado ao Reino de Deus:

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as aguardar todas as coisas que eu vos tenho mandado, e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Mateus, 28.19-20

A Frente Batista Missionária em Barra daEstiva,BA, Tem cumprido fielmente o texto acima. Desde que iniciou as atividades na cidade, os Missionários de Missões Nacionais, Pastor Marcos e a Irmã Alessandra Azevedo, trabalham incansavelmente para levar a Palavra do Senhor atodas as pessoas que residem na cidade. Em Junho desde ano, uma jovem de 26 anos aceitou a Cristo. Ela era envolvida com espiritismo e tinha um altar dedicado as entidades dentro de sua casa. Era “mãe de santo” conhecidana região da chapada e Ilhéus. Após entregar sua vida a Cristo, uma verdadeira luta foi travada com o inimigo que tentou de todas as maneiras tira-la dos caminhos do Senhor. Logo na semana seguinte em que ela se converteu, um dos “paide santo” de Ilhéus foi até Barra da Estiva para tirar tentar intimidá-la.Ele alegou que ela era muito importante e que não poderia abandonar o pacto quefez com as entidades. Como ela não recuou, ele fez ameaças e disse quedestruiria a sua vida. Mas para honra e gloria do Senhor Jesus, A Irmã Ana Lúcia seguiu firme e ontem (15/11) foi batizada, cumprindo assim os ensinamentos da Palavra do Senhor Jesus.

No momento em que ela foi batizada, pastor Marcos lembrou a trajetória dela até aquele momento e muitos se emocionaram. “foio batismo que me causou mais emoção, até o momento. Sabemos que uma vida valemais que o mundo inteiro, mas quando vemos uma pessoa que era totalmenteenvolvida com espiritismo aceitar a Cristo e seguir firma na caminhada, ficamosmuito felizes mesmo. Principalmente porque pessoas que sabem o que ela faziaagora percebem a mudança clara na vida dela. Tenho certeza que a transformaçãoque o Senhor Jesus está fazendo na vida de Ana Lúcia, resultará em muitas vidaspara o Reino de Deus!”

Também, foram batizadas outras 04 pessoas que tem se dedicado na obra. “Um fato que muito nos marcou, foi que umdia antes do realizamos os batismos, recebemos um telefonema da irmã Rosangela,que iria se batizar junto com seus filhos. Ela é separada do seu esposo jáalgum tempo. Ela nos contou emocionada que o seu marido a procurou e disse paraela não se batizar agora, pois ele queria aceitar ‘esse Jesus’ queela serve e ser batizada junto com ela. Irmão, Não temos palavras paradescrever o que Deus tem feito em nosso meio. Estaremos dando entrada nadocumentação para o casamento deles e em breve, teremos uma família inteira sendobatizada para honra e glória do Senhor”.
Continuem a nos ajudar em oração. Já foram batizadas 27 pessoas em barra da Estiva desde que o trabalho Batista foi iniciado há 16 meses. Leve outras pessoas a serem Parceiros de Missões Nacionais. Ainda existem milhares de pessoas sem Cristo. Precisamos enviar mais Missionários e com isso avançar na conquista de nossa Pátria para Cristo!
A Deus toda Hora e toda Glória!


Frente Batista Missionária em Barra da Estiva-BA
Junta de Missões Nacionais da CBB
Rua Sebastião José de Novais, 01 - Bairro Rua Nova
46650-000 - Barra da Estiva - BA
Tel.: (77) 3450-1827 Cel.: (77) 9964-2536
marcosazevedo@missoesnacionais.org.br












segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Igreja que não existe mais (2)






“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14-15
Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu." (Mt 6.10)
Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.
Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.
Essa Igreja não existe mais!
Continua...


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Surpresa! PLC 122 é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado









(Por Julio Severo) – Enquanto a população está distraída com a novela da enquete do Senado, PLC 122/06 é levado à votação apressada, sem passar por pauta.
Hoje, dia 10 de novembro, foi dia de susto no Congresso Nacional. http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97203&codAplicativo=2');">Foi repentinamente aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado o PLC 122/06, que estava programado para passar por mais duas audiências nessa comissão. Essas duas audiências agora são desnecessárias, pois a senadora petista Fátima Cleide conseguiu colocar o projeto para votação sem comunicar na pauta normal de votação de hoje.
Enquanto a bancada evangélica estava elaborando seus argumentos para os debates das audiências e enquanto o Brasil estava distraído com a enquete do Senado e suas desculpas, Fátima Cleide e seus aliados passaram a perna em todos.
O sistema automático do Senado, que avisa os assinantes das votações a se realizar, nada comunicou ao Brasil.
O esquema de Cleide foi tão ardiloso que até mesmo no Senado os opositores do PLC 122/06 não tinham a mínima consciência de que sua votação ocorreria hoje, descansando tranquilamente na idéia de que havendo mais duas audiências programadas, seria impossível uma votação repentina.
O PLC 122/06 que foi maliciosamente aprovado hoje contém modificações elaboradas juntamente com o Senado Marcelo Crivella, pois em sua forma anterior o projeto estava enfrentando mais dificuldades para avançar. A fim de facilitar seu avanço, a negociação com Crivella adicionou idosos, deficientes e até evangélicos ao projeto, que mesmo assim continua com sua carga explosiva de favorecimento ao homossexualismo e ameaça de perseguição ao direito de livre expressão contra a conduta homossexual.
Se o PLC 122/06 for totalmente aprovado no Congresso, pregações contra o homossexualismo cairão na categoria de “incitação à homofobia”, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122/06, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil. O Pr. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, recebeu uma intimação em 2007 apenas por se opor ao homossexualismo.
O PLC 122/06 seguirá agora para a Comissão de Direitos Humanos e, se a senadora petista prosseguir nas suas ações “honestas”, terça-feira próxima (17 de novembro) haverá mais uma votação surpresa. Mesmo com a população brasileira sendo 99% contra o homossexualismo e mesmo sendo normal que haja debates, é impossível predizer quantos truques na manga Fátima Cleide irá usar para vencer esses “obstáculos”.
Com a ajuda dela, os ativistas homossexuais estão dispostos a usar qualquer manobra para aprovar o PLC 122/06, inclusive adicionando idosos, deficientes e evangélicos e inclusive colocando-o para votação sem pauta e sem a participação democrática de parlamentares que poderiam votar contrariamente aos interesses dos que têm um único objetivo: impor goela abaixo da população a ideologia homossexual.
Fonte: http://www.blogger.com/


CONSIDERAÇÕES DE ENCONTROS DA ASSEMBLÉIA (EKKLESIA). Parte I




No ano Passado, tive em um retiro de uma semana para buscar a Deus e estudar a Palavra. Decedi no meu espírito, não levar livro algum, a não ser a Palavra de Deus e um dicionário bíblico.

Fui muito edificado pelo que estudei ali e gostaria de compartilhar algumas coisas, algumas considerações sobre a Igreja.

Desejo que Deus te abençoe!


O termo ekklésia é definido como chamados para fora, e biblicamente indica uma assembléia, ou um corpo de cidadãos reunidos com a finalidade de discutir os assuntos do reino com o objetivo de obedecer e cumprir as ordens e orientações do Rei.
PARTICIPANTES DESTE ENCONTRO.
Além de seus oficiais, tais como apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, presbíteros, bispos, anciãos, os demais membros com os seus dons variados, deveriam participar ativamente.
É difícil definirmos uma quantidade específica para uma atuação eficaz. Por exemplo, Jesus tratou com 12 pessoas, e apesar de atos 2 existirem 120 reunidos, as assembléias podem ter acontecido com menos pessoas, como no caso de Paulo com os doze de Éfeso.
O que é importante ressaltar é que todos têm o seu devido valor e lugar quando se trata de um corpo saudável.
Em I Pe. 2:5, lemos sobre o fato de sermos (lithos zontes) pedras viventes, ou pedras com vida. O significado tem haver com pedras do chão, lápides, pedras de construção. Quando essas pedras são agrupadas e ajustadas elas são utilizadas na construção, na edificação de um edifício, uma casa espiritual. (pneumáticos), ou uma casa apropriada para o Espírito, um ambiente, um corpo propício para receber as manifestações do Espírito. O Espírito fará toda a diferença. Somente assim poderemos exercer o nosso (hierateuma) ou sacerdócio que na verdade só pode ser realizado em um grupo ou corpo de sacerdotes (2:9). Um ofício, qualidade, grau e serviço sacerdotal, ou ao Senhor. Sendo que o propósito é oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.
A palavra grega para o termo “oferecer” é (anaflero) primariamente levar, conduzir, ou levar completamente, diz respeito ao sacrifício de Jesus por nós, que foi um sacrifício levado até o fim.
Então oferecemos ( thusia pneumáticas) sacrifício espirituais, procedentes de um ambiente espiritual. O termo pneumátikos sempre conota as idéias de invisibilidade e de poder. É uma palavra pós- pentecostes. Coisas que são originadas em Deus. Estão em harmonia com Seu caráter, como Sua Lei está. São espirituais, que é anteposto ou contrário ao tipo material. Coisas do céu, só podem ser oferecidas por quem possui uma mente espiritual, só podem ser comparadas com coisas espirituais.
Quando Efésios 5:19; Colossenses 3:16 fala de cânticos espirituais, são estes cujo os estribilhos são as coisas reveladas pelo Espírito. E sabedoria e inteligência espiritual, são sobre coisas espirituais (Cl. 1:9)
Por isso em João 4:23, afirma-se que Deus só recebe adoração de pessoas espirituais, que conseguem ir além do comum, do material e adentram níveis espirituais, que seja em línguas comuns como estranhas. São sacrifícios que consistem de louvor e ação de graças, caridade e mútuo compartilhar, e que são inspirados pelo Espírito Santo.
Só este tipo de louvor é aceitável e agradável a Deus, e isso quando é oferecido por meio de Jesus.
Esta congregação de pedras vivas é que nos referimos em I Pe. 2:9 (genos) é traduzido por linhagem, tornar-se descendência. Não significa país, a palavra aqui significa ascendência ( um judeu mudava para outro canto ou lugar, mesmo assim seus filhos eram judeus.). uma geração origem ou nascimento.
Só que uma linhagem escolhida, planejada, eleita (eklektos) escolhido eleito por Deus. Na qualidade de eleitos para serem posto especialmente elevado em associação administrativa com Deus ou com Seus mensageiros aos seres humanos. Essa fonte de eleição é a graça de Deus, não a vontade humana.
Basiléia é reino, um corpo de sacerdotes que reinam, uma casa real onde Deus governa. Um grupo de reis que exercem um sacerdócio. (ex. Moisés, Davi, Saul não entendeu.)
Ethnos, uma multidão separada. Um povo peculiar.
O propósito deste povo é anunciar anagelhõ, declarar, anunciar para cima, é usado especificamente para aludir as mensagens divinas. A palavra freqüentemente tem a força adicional de declarar coisas desconhecidas.
Continua...

A VIDA DA IGREJA QUE FAZ A DIFERÊNÇA. Parte II




UMA IGREJA QUE PERSEVERAVA

A igreja que é citada nas páginas do livro de Atos, era uma igreja que perseverava nas coisas concernentes e fundamentais do reino. Ela tinha princípios, pelos quais não negociava com ninguém, não importava o valor, o preço, mesmo que fosse a morte, ela não negociava jamais suas convicções, e pureza. A sua marca de perseverança, será cobrada de nós neste tempo de tanta corrupção, e malícia, onde tudo é permitido.
A palavra grega para perseverar é a mesma que “proskarteresis” que significa firmar-se em, continuar em, aderir a , persistir em, ocupar-se com, devotar-se a, permanecer sob a influência de.
Perseveramos quando entendemos que vale apena pagar o preço, que vale apena insistir, mesmo contra as circunstâncias.
A marca do cristão do tempo do fim é perseverança, pois a bíblia diz: “ mas o que perseverar até o fim será salvo” MT. 24:13.
Só existe recompensa no reino de Deus para aquele que persevera, para aquele que insiste em algo, e só consegue perseverar, aquele que conhece O que faz a promessa.
Você já parou para observar no livro de apocalipse quais Igrejas receberiam as recompensas celestiais? “Ao que vencer...dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte, darei do maná escondido, darei autoridade sobre as nações, será vestido de vestes brancas, o farei coluna no templo de Deus, dar-lhe-ei assentar-se comigo” (Ap. 2-3). As recompensas são para aqueles que vencem, para os que se mantêm firmes, para os que mesmo enfrentando desafios de morte, não estão dispostos a negociar. Será que estamos compreendendo um pouco o motivo pelo qual a igreja instituição hoje se encontra em declínio?
Tem pessoas que afirmam que a Igreja não pode se corromper, e que Deus sempre mantém os dEle de pé, assim como fez com os sete mil em Israel, porém isso não é motivo, justificativa, para eu ficar de braços cruzados e nada fazer, pelo contrário, essa história dos sete mil para mim é horrível, pois milhões se corromperam, e não creio que este é o desejo de Deus, de ver que aqueles que levam o Seu nome serem corrompidos e dizimados, e sim, é desejo de Deus de ver que a Sua Igreja avança mais e mais.
Por esse motivo creio que a marca poderosa da Igreja em Atos era a constância, a perseverança nos propósitos de Dês já estabelecidos para que eles vivessem e até mesmo morressem.


Por Luciano Couto

Continua...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Comissão do Senado aprovou nesta terça-feira (10/11/09) nova versão do PL da Homofobia




Senadores aprovam PL que torna crime a homofobiaO texto também prevê punição para a discriminação contra idosos e pessoas portadoras de deficiênciaRenata CamargoA Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que criminaliza a prática de homofobia e a discriminação contra idosos e portadores de deficiência. A proposta foi aprovada sem resistência e segue agora para apreciação da Comissão de Direitos Humanos, onde será analisada em caráter terminativo.O projeto foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, a senadora Fátima Cleide (PT-RO). Como mostrou o Congresso em Foco, o substitutivo é uma versão amenizada do projeto original, conhecido como PL da Homofobia. A estratégia, como apurou o site, foi dirimir resistências como as vindas do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que não estava presente na reunião, mas que já havia manifestado descontentamento com o PL original.A relatora excluiu qualquer menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas e transgêneros, substituindo pelo termo “orientação sexual”. Dos 12 itens do PL original, foram mantidos apenas quatro. O artigo que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual.Veja a íntegra da nova versão do PL da HomofobiaVeja a versão anterior do PL da Homofobia, aprovada na CâmaraAlém da questão da homofobia, o projeto pune a discriminação ou preconceito a idosos e pessoas portadoras de deficiência. Ele prevê, entre outras coisas, a pena de reclusão de um a três anos para quem impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes de idosos, deficientes e homossexuais.Veja a íntegra da nova versão do PL da HomofobiaProjeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006(Substitutivo)Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para punir a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, e dá outras providências.Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com as seguintes alterações:“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público.Pena: reclusão de um a três anos.Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1º desta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.” (NR)“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:................................................................................................” (NR)Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Sala das Comissões, de 2009.Leia ainda:Mudanças no PL da Homofobia dividem entidadesEntidade acusa Tuma de homofobiaCruzada contra a lei da homofobiaSenadores aprovam PL que torna crime a homofobia

A VIDA DA IGREJA QUE FAZ A DIFERÊNÇA. Parte 1


Introdução
“E perseveravam na, doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” At. 2:42

Muitos irmãos, doutores, pastores, teólogos, pessoas sem instrução acadêmica, quando se deparam com o livro de Atos ficam incomodados com a vida da igreja que é revelada ali. Creio que se formos honestos, admitiremos que a Igreja revelada nestas páginas é muito diferente das ou dá que conhecemos.
Uma Igreja que em pouco tempo colocou o mundo conhecido da época de cabeça para baixo, fez um impacto transformador por onde ela se manifestou quer seja com dois, ou com grupos maiores.
A pergunta que constantemente tenho feito é onde esta poderosa Igreja falhou para que o mesmo poder e vida não permanecessem conosco até hoje? Ou o que aconteceu para nos distanciarmos tanto da vida bíblica da Igreja, e substituirmos a simplicidade de Jesus por fórmulas, conceitos denominacionais, regras e estratégias de homens?
Penso que nestes pequenos escritos poderemos identificar algumas coisas primordiais que faziam parte desta poderosa Igreja, e que está escasso em nosso meio hoje em dia. Quem sabe o Deus vivo nos restaure completamente para vivermos na plenitude de sua vontade como Igreja?!
Gostaria de começar essa discursão questionando sobre o que é igreja na bíblia? Como Deus instituiu a Sua Igreja? Quais os propósitos principais da igreja? Quais ferramentas Deus forneceu a ela para a sua atuação neste mundo tenebroso e sombrio?
É claro de que como não é meu propósito expor desta vez o que é igreja, vou apenas dar uma passada superficial naquilo que entendo ser igreja nos moldes bíblicos.
A palavra grega para igreja é “Ekclésia” , que pode ser traduzida como assembléia, e esta palavra é a junção das seguintes palavras gregas: “ek”, para fora de; e klésis chamado; ou seja, chamados para fora. Aqui já começamos a visualizar uma controvérsia da igreja atual que insiste em permanecer dentro de templos, de seus conceitos, de suas estruturas “seguras”, etc., quando na verdade Deus tem nos chamado a nos envolver com as pessoas que estão sofrendo no mundo, do lado de fora. Esse termo, era usado pelos gregos para descrever um corpo de cidadãos “reunidos” com a finalidade de discutir assuntos do estado (At.19:39). Tem duas aplicações ao grupo de cristãos: a) ao grupo inteiro dos redimidos ao longo de toda a era atual, o grupo acerca do qual Cristo disse : “Eu edificarei a minha Igreja”, e que mais tarde é descrito como a igreja que é o seu corpo; b) no singular, refere-se a um grupo de crentes professos , e no plural diz respeito a igrejas de um distrito.
A igreja jamais foi identificada com local físico, desde a afirmação de Jesus a samaritana, nunca mais ninguém se referiu a igreja como um local físico específico.
A igreja de Jesus é fundamentada baseada em uma revelação que vem do Pai (MT. 16:17-19), jamais alguém faz parte do precioso corpo de Cristo, sem que antes seus olhos sejam abertos pelo Pai celestial .
Sem a revelação da pessoa de Jesus, sem termos intimidade com o Seu nome, não podemos afirmar jamais que fazemos parte de Sua igreja. Não é de se admirar que muitos hoje pleiteiam por suas instituições, por seus conceitos denominacionais; isso porque não se submetem a revelação da Pessoa de Jesus, que é dada pelo Pai somente aos humildes de coração, somente a quem o Pai quiser revelar.
Só existe uma igreja de Jesus, ela é unida pelos que estão com o Senhor e por nós que aqui estamos em Cristo, pois nEle todas as coisas são uma ; portanto qualquer outro ser que reclame autoridade sobre a Igreja de Jesus deve ser repreendido imediatamente, quer seja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, a Igreja só tem um dono, e este é Jesus, as demais partes devem ser comandadas pela cabeça, caso não suceder desta forma, esta pessoa não faz parte do corpo de Cristo.
Esta igreja de que estamos vendo acima, era uma comunidade, assembléia de irmãos que não eram limitados nem no tempo ou no espaço, e eles tinham um poder incrível para crescerem a tal ponto de fazerem com que as bases firmes do império romano. Um império que a ninguém temeu, a todos enfrentava com poder e sem misericórdia, por mais valentes e armados os exércitos viessem contra ele, este império sempre os enfrentava; mas um grupo minúsculo, de pessoas “desarmadas”, iletrados e sem treinamentos táticos de batalha, começa a ameaçar o seu império, a sua força, e com um reproduzir incrível, cresce de maneira epidêmica, a tal ponto de fazer com que este império os persiga atacando-os com grande violência. Mas como dizia alguém “o tiro saiu pela culatra”, a cada morte de um cristão na arena, outros tantos se convertiam. Até um imperador, surtou diante deste grupo, desta assembléia, desta igreja poderosa!
Onde estava o segredo? O que eles faziam? Porque as autoridades corruptas, e maldosas não se sentem ameaçados com a nossa presença? Pelo contrário, se sentem atraídos por nossos encontros políticos.
Esta igreja tinha um estilo de vida, e este é o que desejo apresentar a todos vocês neste momento.

Continua...


Luciano Couto

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Desejando o Puro Leite da Palavra



Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso (1 Pedro 2.1-3).

De acordo com o apóstolo Pedro, uma das características de uma criança recém-nascida saudável é o ardente desejo pelo genuíno leite espiritual, exatamente como ocorre com os bebês naturais. Que pai ou mãe não conhecem o “ardente desejo” de uma criança recém-nascida?

No original, o sentido das palavras realçadas acima é o leite puro, sem misturas ou adulterações, da palavra. A palavra traduzida como espiritual na versão Revista e Atualizada (racional na versão Corrigida) é a palavra grega logikos, que vem de logos, usada muitas vezes no Novo Testamento para referir-se à Palavra de Deus, ou até ao Verbo de Deus, que é Jesus.

Assim como ninguém precisa ensinar um bebê a desejar o leite, que é sua fonte de vida, a grande característica de um cristão saudável é sua ardente fome pela Palavra de Deus. Isso pode parecer muito óbvio (e deveria mesmo ser!), mas não é. Estamos vivenciando, como povo de Deus no Brasil (e em alguns outros países), uma situação extremamente anormal e perigosa: multidões e multidões de recém-nascidos espirituais que não estão se alimentando consistentemente do puro leite da Palavra e que, na maioria, nem sabem que sua dieta é totalmente inadequada para o crescimento espiritual.

O Contexto da Igreja no Brasil

A explosão numérica da igreja evangélica no Brasil já foi bem comentada e analisada. Tem chamado a atenção das pessoas em muitos outros lugares do mundo. O fato de Deus ter aberto as portas da salvação de forma tão ampla é, na verdade, muito significativo, tendo em vista que não é o que constatamos em muitas outras regiões do mundo. A Europa, por exemplo, que tem uma longa história de cristianismo, é hoje uma região secular e materialista. As igrejas são escassas e pouco freqüentadas. Os países islâmicos são os que mais perseguem a expansão do evangelho. Em muitos desses lugares, os cristãos representam menos de um por cento da população. Quando ocorre uma única conversão, é causa de grande celebração.

Há pouco mais de duas décadas, aqui no Brasil, também não era muito fácil. A pessoa precisava ter coragem para se declarar “crente”. Havia oposição e até perseguição, em muitos lugares, quando se pregava o evangelho. Poucas pessoas rompiam suas raízes familiares e tradicionais para se converter a Cristo.

Agora, porém, a atmosfera espiritual mudou. As tradições perderam grande parte do seu poder. O céu se abriu sobre o Brasil. Multidões estão afluindo para as igrejas. Nunca foi tão favorável, tão “fácil” ganhar pessoas para Jesus.

Sabemos que nem todas as conversões são genuínas e que nem todos estão buscando Jesus verdadeiramente. Sabemos, também, que nem todos estão pregando o evangelho com motivação certa, assim como acontecia nos tempos primitivos (Fp 1.15-18). Mas não é sobre isso que queremos discorrer. O fato é que muitas pessoas, muitas mesmo, têm se convertido aqui nos últimos anos. E continuam chegando... É uma graça de Deus, um tempo oportuno, um momento de grande colheita.

O que me preocupa, porém, é que crianças recém-nascidas precisam de alimentação saudável. Do contrário, pela fragilidade de suas vidas, podem facilmente se perder novamente. Ou podem crescer com anemia espiritual e serem prejudicadas permanentemente.

Perdemos a Base na Palavra

As igrejas evangélicas traçam suas origens à Reforma Protestante, com Martinho Lutero, em 1517. Um dos grandes pilares daquela Reforma foi a volta à Palavra de Deus, a Bíblia. A leitura das Escrituras, que era proibida ao povo, passou a ser liberada. Os protestantes sempre foram conhecidos como o povo do Livro, que se orgulhava no fato de que o fundamento de suas igrejas não se baseava em líderes, instituições ou tradições, mas na Bíblia Sagrada. Antigamente, a grande bandeira das pregações evangelísticas aqui no Brasil, mais uma espécie de ataque contra os católicos, era esta: nós nos baseamos na Palavra de Deus, nós estudamos a Bíblia, vocês nem a conhecem.

Hoje, essa distinção não mais seria válida. O crente evangélico mediano carrega a Bíblia, mas não a conhece. O ensino bíblico é escasso ou inexistente. As pregações pouco incentivam a leitura bíblica, pouco conteúdo transmitem. A Escola Dominical está se tornando uma instituição do passado e nada foi colocado em seu lugar. A grande ênfase nas igrejas é cantar, celebrar, buscar uma resposta ou bênção pessoal, descobrir como viver uma vida próspera e trazer outras pessoas para encontrarem as mesmas soluções.

O texto em 1 Pedro 2 afirma que a criança recém-nascida deseja ardentemente o puro leite da Palavra, a fim de crescer para a salvação. Salvação, no sentido bíblico, não é uma mera questão de evitar o inferno; refere-se a todo o propósito divino de libertar o homem dos efeitos do pecado, de ligá-lo novamente a Deus em comunhão e de torná-lo outra vez uma peça ativa no seu plano redentor para toda a humanidade e até para a criação (veja Uma Tão Grande Salvação, na edição 42 da revista Impacto). Como, porém, as pessoas entenderão o verdadeiro significado e abrangência dessa salvação se não forem fundamentadas nas Escrituras, que nos foram dadas precisamente com o objetivo de revelar o plano de Deus?

Na sua segunda epístola, no primeiro capítulo, o apóstolo Pedro fala sobre a impressionante vocação de participarmos da própria natureza divina (v.4) e enfatiza a necessidade de diligência (vv. 5,10,15) a fim de confirmar e garantir esse nosso chamamento. A diligência é essencial em todos os aspectos da vida cristã, mas especialmente na busca do alimento espiritual, na leitura e no estudo da Palavra de Deus.

“...se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (1 Pe 2.3). A melhor maneira de abrir o nosso apetite para o alimento espiritual é provar um pouquinho dele. É como um aperitivo que estimula a fome; se começarmos a provar as verdadeiras riquezas, a fazer contato com o próprio Deus por meio da sua Palavra e conhecer o seu pensamento, ficaremos amarrados para sempre! A diligência e a dedicação não serão problemas!

Que Nível de Envolvimento Você Tem com a Palavra?

Assim como ocorre numa escola natural, simplesmente ouvir uma exposição passivamente não traz muita aprendizagem. É preciso envolver-se ativamente no processo, escrevendo, copiando, debatendo, pesquisando, comparando e raciocinando.

Veja a seguir os quatro níveis de envolvimento que podemos ter com a Palavra de Deus como cristãos, e faça uma auto-avaliação para ver em que posição você está:

1. Ouvir a Palavra nas pregações dos cultos. É possível nem ter chegado a este primeiro nível. Você pode estar nos cultos e não ouvir praticamente nada, ou não guardar nada do que foi pregado. Há pessoas que ficam muito ativas no momento do louvor, mas totalmente apagadas quando se trata de ouvir a Palavra. Os cristãos que estão nesse nível só lêem a Bíblia nos cultos, acompanhando as pregações. Depois voltam para casa, guardam a Bíblia, e só a procuram novamente para o próximo culto.

2. Leitura individual, porém esporádica e avulsa. Talvez essa seja a classe mais numerosa nas igrejas hoje, formada por pessoas que lêem a Bíblia sozinhas, mas não de forma regular ou seqüencial. Se chegam a ler quase todos os dias, é de forma avulsa, um dia numa parte, outro dia em outra, sem qualquer método ou seqüência. É como pegar um versículo da caixinha de promessas: sempre à procura de algo inspirativo, devocional, não para aprender o pensamento de Deus ou conhecer os seus caminhos. É uma forma válida de ler a Bíblia, só não é suficiente. É como viver de lambiscos, docinhos e bolachas. Falta o alimento sólido.

3. Leitura individual, consecutiva e regular. Estas pessoas são bem mais raras hoje. São metódicas, lêem todos os dias, geralmente no mesmo horário, e em seqüência. Pelo menos lêem partes da Bíblia em seqüência, embora o ideal seja ler de capa a capa. A sede de Deus produz sede da sua Palavra. Mas é preciso ter diligência e perseverança, pois não é todos os dias que haverá uma revelação ou um alimento especial. Muitas coisas não serão plenamente compreendidas. Há trechos difíceis, listas de nomes, medidas do tabernáculo e assim por diante. Porém, não há outra forma de adquirir uma compreensão do pensamento de Deus e do seu plano desde o princípio até o presente. Deus valoriza muito o compromisso regular. Você verá quantas vezes a sua leitura diária coincidirá exatamente com o que Deus queria que você ouvisse naquele dia. Você pode chegar a este estágio por etapas, lendo o Novo Testamento primeiro. depois algumas outras partes, mas é essencial chegar ao ponto de ler a Bíblia por completo. E não uma vez só. É preciso ler continuamente. Temos em nossas mãos o maior tesouro que Deus podia nos dar (além do seu próprio Filho). O que estamos fazendo com ele?

4. Estudo diligente da Palavra. Este é o nível em que não apenas se lê a Bíblia, mas dedica-se de forma definida a estudá-la e pesquisá-la. Existem inúmeras maneiras de estudar, como seguir um tema por toda a Bíblia, estudar um livro ou capítulo em profundidade, estudar uma personagem, um período da história ou as profecias do futuro (escatologia), etc. Isso não é algo que se faz todos os dias, pois requer um tempo maior e, geralmente, alguns recursos além da Bíblia, como concordância, dicionário bíblico e outros. Nos estudos, meditamos sobre os assuntos com maior profundidade, abrimos um espaço maior para Deus nos revelar seus mistérios, ganhamos uma perspectiva mais ampla do que na leitura seqüencial. Não é necessário ser um estudante de seminário ou um obreiro para estudar a Bíblia. Qualquer pessoa pode cavar e procurar os tesouros preciosos do Senhor. Basta separar um tempo e começar.

Existem dois enormes campos de colheita no Brasil e em algumas outras partes do mundo: o primeiro é formado pelas multidões que ainda não conhecem a Jesus, enquanto o segundo contém os que aceitaram seu convite, mas ainda não conhecem quase nada a respeito do seu plano na Terra. Os dois campos estão brancos e precisam urgentemente de obreiros. “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Lc 10.2). Alguém está ouvindo o chamado?

por Christopher Walker

sábado, 7 de novembro de 2009

A Igreja que não existe mais (parte 1)



Por: Ariovaldo Ramos"Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos." At 2:43-47Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo. Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum) – os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo à disposição de todos.Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz.Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles. Deus havia respondido, a prioridade, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária. O pedido: "O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje." (Mt 6.9) estava respondido, e diariamente.Então, para haver o "pão nosso" não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos. Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.Essa Igreja não existe mais!Continua...





Fontes: http://www.ariovaldoramos.com.br/





http://www.lideranca.org/cgi-bin/mods/apage/apage.cgi?f=igreja.html&apdir=destaques

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